Vogel: Análise Química Quantitativa
10.164 Glicose por amperometria com um eletrodo enzimático
semelhantes de platina como eletrodos e ligue à aparelhagem da Fig. 10.8. Aplique 0,10 V entre os eletrodos. Ajuste a escala do microamperímetro para obter uma deflexão completa da escala para uma corrente de 10 a 25 mA. Use uma bureta semimicro de 5 ml e adicione lentamente, sob agitação magnética, a solução de iodo, da maneira usual. Leia a corrente (deflexão do galvanômetro) após cada adição de titulante. Quando a corrente começar a aumentar, pare a adição. A partir de então, adicione o titulante em pequenos incrementos de 0,05 ou 0,10 ml. Faça o gráfico da titulação, avalie o ponto final e calcule a concentração da solução de tiossulfato. A corrente é razoavelmente constante até perto do ponto final e aumenta rapidamente além dele.
10.164 Glicose por amperometria com um eletrodo enzimático
Em presença da enzima glicose oxidase, uma solução de glicose em água se oxida a ácido glicônico, com formação de peróxido de hidrogênio, que pode ser determinado por oxidação anódica em um potencial fixo:
A enzima é colocada em um eletrodo enzimático, um tubo selado na extremidade inferior com uma membrana de acetato de celulose. Uma membrana externa de colágeno é também ligada à parte final do tubo. A glicose oxidase fica contida no espaço entre os dois diafragmas.
Quando o eletrodo é colocado em uma solução de glicose em água convenientemente diluída com tampão fosfato (pH 7,3), a solução passa através da membrana externa para o recipiente em que está a enzima, com produção de peróxido de hidrogênio. A membrana permite a difusão do peróxido de hidrogênio, mas é impermeável aos demais componentes da solução. O frasco do eletrodo contém um tampão fosfato no qual estão imersos um fio de platina e um de prata, que funcionam como eletrodos. Aplica-se 0,7 V a estes eletrodos. O anodo é o eletrodo
de platina (a aparelhagem da Fig. 10.8 é adequada). O oxigênio é produzido no anodo pela reação H + + O → O + 2H + 2e e reduzido no catodo segundo a reação O + 2H + 2e → H O.
2 2 2 2 2
Após algum tempo o equilíbrio se estabelece e a corrente decresce até um valor estacionário cuja magnitude é governada pela concentração de peróxido de hidrogênio no eletrodo que, por sua vez, é proporcional à concentração de glicose na solução em análise. A concentração desconhecida pode ser deduzida fazendo-se leituras com uma série de soluções padrões de glicose (preparadas com a mesma solução de tampão fosfato) e fazendo o gráfico das correntes estacionárias observadas contra a concentração de glicose (Seção 13.21) [24].
10.165 A célula de Clark para a determinação de oxigênio
Coloca-se um disco de ouro ao qual está ligado um fio de ouro no interior de um tubo de vidro de cerca de 1,5 cm de diâmetro. Aplica-se um filme plástico fino (de Teflon, por exemplo) estirado firmemente sobre a extremidade do tubo e mantido em posição por um anel de borracha. Coloca-se uma solução condutora no tubo (cloreto de potássio 0,1 M) e um eletrodo de prata/cloreto de prata. O eletrodo é um fio de prata recoberto com cloreto de prata gerado pela eletrólise de uma solução de cloreto. A parte inferior do fio de prata tem a forma de uma hélice que fica em torno do disco de ouro na parte inferior do fio de ouro, mas não os toca. Ambos os fios atravessam uma cobertura plástica que sela a parte superior do tubo.