Vogel: Análise Química Quantitativa
4.32 Otimização simplex: avaliação crítica
Para determinar o efeito dos quatro fatores, poder-se-ia usar um planejamento fatorial
em torno da região de resposta máxima. Um planejamento com três níveis seria o mais indicado (embora mais longo), devido às dificuldades inerentes ao planejamento fatorial com dois níveis (Seção 4.28).
4.32 Otimização simplex: avaliação crítica
Ao contrário do planejamento fatorial, no método simplex o número de experimentos não aumenta marcadamente com o número de fatores. Para acelerar o processo de localização do ótimo, um simplex supermodificado foi desenvolvido. É possível variar, com esta técnica, os fatores de escala α e β nas operações de expansão e contração. O simplex modificado restringe-se, geralmente, a α = 2 e β = ±1/2. Dentre as aplicações mais comuns está o interfaceamento dos instrumentos com computadores, permitindo a automatização do procedimento simplex.
Existem muitos casos em que a obtenção do sinal máximo não é absolutamente
necessária. É comum ouvir a afirmação de que nestes casos o método simplex não é necessário. Porém, se a quantidade da amostra é pequena ou se a amostra é cara, pode ocorrer perda considerável de amostra quando se usa uma abordagem univariada. A repetitividade dos resultados obtidos por diferentes analistas nas condições ótimas pode ser investigada após a otimização. Como um exemplo, considere a situação em que, após a otimização simplex de um experimento em CLAE, os três analistas usaram um planejamento fatorial para investigar a significância dos quatro fatores utilizados. Depois, os analistas verificaram a reprodutibilidade da resposta, usando o teste F (Seção 4.12) e o teste t entre duas médias (Seção 4.13). Finalmente, usaram uma ANOVA para dois fatores (Seção 4.24) para verificar se houve variação no caso de três amostras e três analistas diferentes.