Vogel: Análise Química Quantitativa
2.19 Solubilidade dos precipitados: efeito da temperatura
mol·l–1 –8 –1 –13 –1 , K = 6,2 × 10 mol·l , K = 5 × 10 mol·l), oxálico (K = 5,9 ×
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10 –2 –1 –5 –1 mol·l , K = 6,4 × 10 mol·l) e arsênico(V). Assim, a solubilidade
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de, digamos, fosfato(V) de prata em ácido nítrico diluído é devida à
remoção do íon como ou como :
No caso de sais de certos ácidos fracos, como os ácidos carbônico,
sulfuroso e nitroso, um outro fator contribui para o aumento da
solubilidade: o ácido desaparece da solução espontaneamente ou com um
leve aquecimento. Os efeitos descritos explicam por que sulfetos,
carbonatos, oxalatos, fosfatos(V), arsenitos(III), arsenatos(V), cianetos
(com a exceção do cianeto de prata, que é um sal do ácido forte
H[Ag(CN) 2]), fluoretos, acetatos e sais de outros ácidos orgânicos são solúveis em ácidos fortes.
Os sulfatos pouco solúveis (como os de bário, estrôncio e chumbo)
também têm a solubilidade aumentada em ácidos, em conseqüência da fraca
segunda ionização do ácido sulfúrico ( –2 –1 K = 1,2 × 10 mol·l):
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Como, porém, K2 não é desprezível, o efeito de solvente é relativamente pequeno. É por isso que na separação quantitativa de sulfato de bário a
precipitação é feita em solução pouco ácida, de modo que se possa obter um
precipitado mais facilmente filtrável e que reduza a co-precipitação.
2.19 Solubilidade dos precipitados: efeito da temperatura
A solubilidade dos precipitados encontrados na análise quantitativa
aumenta com o aumento da temperatura. No caso de algumas substâncias, o
efeito é pequeno, em outras é importante. Assim, a solubilidade do cloreto
de prata em 10°C é 1,72 mg·l –1 –1 e em 100°C é 21,1 mg·l. Já a solubilidade
do sulfato de bário em 10°C é 2,2 mg·l –1 –1 e em 100°C é 3,9 mg·l. Em
muitos casos, o efeito de íon comum reduz a solubilidade a um valor tão
pequeno que o efeito da temperatura, apreciável em outras condições, torna-se muito pequeno. Sempre que possível, é preferível realizar uma filtração