Vogel: Análise Química Quantitativa
16.9 Introdução da amostra
Fig. 16.4 Fonte de plasma (DCP)
Fig. 16.5 Fonte de plasma (ICP)
16.9 Introdução da amostra A amostra, normalmente na forma de solução, é arrastada para o plasma
com um nebulizador semelhante ao da espectroscopia de chama (Seção
15.5), porém em vazão muito mais baixa (1 ml·min−1). O sistema de
nebulização mais utilizado com o ICP é o nebulizador de fluxo cruzado
(Fig. 16.6). Uma bomba peristáltica força a amostra a passar pela câmara de
mistura na vazão de 1 ml-min 1 e a corrente de argônio que flui na mesma
velocidade provoca a nebulização.
Fig. 16.6 Nebulizador de fluxo cruzado
Fig. 16.7 Ablação por laser
Outro tipo de nebulizador destinado à manipulação de lamas pode gerar
aerossóis a partir de soluções que contêm alto percentual de sólidos (até
20%). Em um arranjo típico, a solução da amostra é bombeada por um
canal em forma de V. Um pequeno orifício no meio do canal deixa escapar
o gás carreador (argônio). Quando a amostra passa pelo orifício, o gás
carreador que sai produz um aerossol não muito fino.
Aerossóis gerados por fluxos cruzados ou por nebulizadores em V não
podem ser introduzidos diretamente no plasma porque eles resfriam o
plasma e podem até extingui-lo. Para evitar interferências da matriz,
adiciona-se uma câmara atomizadora antes do plasma cuja função é reduzir
o diâmetro das partículas até a faixa ideal (10 μm).
Pode-se produzir um aerossol particulado a partir de uma amostra sólida
por ablação. Na ablação por laser, a amostra é vaporizada por um laser
dirigido à superfície do sólido. A amostra assim retirada é transferida
diretamente para o plasma (Fig. 16.7). Outra técnica é a ablação por
centelha, que pode ser usada em sólidos condutores como os aços e outras
amostras de metalurgia (Seção 16.10).