Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 402 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

16.9 Introdução da amostra

Fig. 16.4 Fonte de plasma (DCP)

 

Fig. 16.5 Fonte de plasma (ICP)

 

16.9 Introdução da amostra A amostra, normalmente na forma de solução, é arrastada para o plasma

com um nebulizador semelhante ao da espectroscopia de chama (Seção

15.5), porém em vazão muito mais baixa (1 ml·min−1). O sistema de

nebulização mais utilizado com o ICP é o nebulizador de fluxo cruzado

(Fig. 16.6). Uma bomba peristáltica força a amostra a passar pela câmara de

mistura na vazão de 1 ml-min 1 e a corrente de argônio que flui na mesma

velocidade provoca a nebulização.

 

Fig. 16.6 Nebulizador de fluxo cruzado

Fig. 16.7 Ablação por laser

 

Outro tipo de nebulizador destinado à manipulação de lamas pode gerar

aerossóis a partir de soluções que contêm alto percentual de sólidos (até

20%). Em um arranjo típico, a solução da amostra é bombeada por um

canal em forma de V. Um pequeno orifício no meio do canal deixa escapar

o gás carreador (argônio). Quando a amostra passa pelo orifício, o gás

carreador que sai produz um aerossol não muito fino.

Aerossóis gerados por fluxos cruzados ou por nebulizadores em V não

podem ser introduzidos diretamente no plasma porque eles resfriam o

plasma e podem até extingui-lo. Para evitar interferências da matriz,

adiciona-se uma câmara atomizadora antes do plasma cuja função é reduzir

o diâmetro das partículas até a faixa ideal (10 μm).

Pode-se produzir um aerossol particulado a partir de uma amostra sólida

por ablação. Na ablação por laser, a amostra é vaporizada por um laser

dirigido à superfície do sólido. A amostra assim retirada é transferida

diretamente para o plasma (Fig. 16.7). Outra técnica é a ablação por

centelha, que pode ser usada em sólidos condutores como os aços e outras

amostras de metalurgia (Seção 16.10).