Vogel: Análise Química Quantitativa
16.7 Plasma de corrente direta (DCP)
A Fig. 16.4 mostra um esquema da fonte de plasma (DCP). Ela produz uma
descarga de alta voltagem entre dois eletrodos de grafite. O desenho
moderno usa um terceiro eletrodo em um arranjo em forma de Y invertido
que aumenta a estabilidade da descarga. A amostra é nebulizada (Seção
16.9) na vazão de 1 ml·min−1, usando argônio como gás carreador. O
argônio, ionizado pela descarga de alta voltagem, é capaz de sustentar
indefinidamente uma corrente de ~ 20 A [3, 4]. O DCP tem geralmente
limites de detecção inferiores aos do ICP. Apesar de o DCP ser,
comparativamente, menos caro do que o ICP, os eletrodos de grafite têm de
ser substituídos após algumas horas de uso.
16.8 Plasma de acoplamento indutivo (ICP)
A fonte de plasma de acoplamento indutivo (Fig. 16.5) inclui três tubos
concêntricos de sílica/quartzo abertos na parte superior. A corrente de
argônio que carrega a amostra na forma de aerossol flui pelo tubo central. A
excitação é fornecida por dois ou três passos de um tubo metálico de
indução em espiral, por onde passa uma corrente de radiofreqüência (~27
MHz). Um segundo fluxo de argônio, na vazão de 10 a 15 l·min−1,
estabiliza o plasma. É esta corrente gasosa que é excitada pela fonte de
radiofreqüência. O gás de plasma flui em trajetória helicoidal, que estabiliza
e ajuda a isolar termicamente o tubo de quartzo mais externo. O plasma é
iniciado por uma centelha provocada por um transformador de Tesla e
depois se autosustenta. O plasma tem um perfil toroidal e a amostra passa
pelo centro relativamente frio do toróide.