Vogel: Análise Química Quantitativa
10.4 Soluções padronizadas (padrões)
Reações de oxidação–redução
Nesta classe incluem-se todas as reações que envolvem mudança do número de oxidação, isto é, transferência de elétrons entre os reagentes. As soluções padrões podem ser agentes oxidantes ou redutores. Os principais agentes oxidantes são permanganato de potássio, dicromato de potássio, sulfato de cério(IV), iodo, iodato de potássio e bromato de potássio. Os agentes redutores usuais são compostos de ferro(II) e de estanho(II), tiossulfato de sódio, óxido de arsênio(III) e nitrato de mercúrio(I). Os seguintes agentes redutores têm emprego mais limitado: cloreto ou sulfato de vanádio(II), cloreto ou sulfato de cromo(II) e cloreto ou sulfato de titânio(III).
10.4 Soluções padronizadas (padrões)
A palavra “concentração” é freqüentemente empregada como um termo geral que indica a quantidade de uma substância em um volume definido de solução. Na análise titrimétrica quantitativa, entretanto, são usadas soluções padronizadas em que a unidade básica da quantidade é o mol. Este procedimento segue a definição dada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada:
O mol é a quantidade de substância que contém tantas unidades elementares quanto são os átomos em 0,012 quilograma de carbono-12. A unidade elementar deve ser especificada e pode ser um átomo, uma molécula, um íon, um radical, um elétron ou outra partícula ou, ainda, um grupo especificado de tais partículas [1].
Por isso, as soluções padronizadas são comumente expressas em termos de concentração molar ou molaridade, M. Estas soluções são especificadas em termos do número de moles de soluto dissolvidos em um litro de solução. Para uma dada solução
10.5 Preparação de soluções padronizadas (padrões)
Quando se dispõe de um reagente com pureza adequada, pode-se preparar uma solução de molaridade conhecida pesando um mol, ou uma fração do mol, ou, ainda, um determinado múltiplo do mol, dissolvendo o material em um solvente apropriado (geralmente água) e completando com solvente até um volume conhecido. Não é necessário pesar com exatidão um mol (ou um múltiplo ou submúltiplo). É mais conveniente, na prática, preparar uma solução um pouco mais concentrada do que o necessário e depois diluí-la com água destilada até a molaridade desejada. Se M1 é a molaridade necessária, V1 o volume após a diluição, M2 a molaridade inicial e V2 o volume original, então M1V1 = M2V2, isto é, V1 = M2V2/M1. O volume de água a ser adicionado ao volume V2 é (V1 – V2) ml.