Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 123 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

6 Separação

6

 

 

Separação

 

6.1 Introdução

 

A validade dos resultados das análises químicas depende, inicialmente, da

qualidade e da integridade da amostra a ser analisada. Já discutimos, no

Cap. 5, os problemas associados com a amostragem. Na maior parte dos

casos, a amostra a ser analisada tem mais de um componente e exige uma

etapa de separação ou de concentração da amostra a ser feita antes da

análise propriamente dita. Mesmo as substâncias puras usadas como

padrões raramente têm pureza acima de 99,99%, o que permite que estejam

presentes até 10 μg·g –1 de outros materiais. Considera-se a amostra como

sendo normalmente constituída pela(s) substância(s) a ser(em) analisada(s),

o(s) analito(s). O restante do material é denominado matriz.

Por sua própria natureza, algumas técnicas analíticas são seletivas ou

mesmo específicas e podem ser usadas para a detecção ou determinação do

analito desejado, sem que seja necessária a separação prévia. Nestes casos,

o analista deve ter certeza de que os efeitos de matriz não são significativos

nas condições do experimento, de modo que a quantidade verdadeira do

analito não seja superestimada ou subestimada. Mesmo nestes casos a

amostra é comumente submetida a alguma forma de pré-tratamento antes da

determinação, por exemplo, mudança de fase ou estabilização da amostra.

Do mesmo modo, espera-se que o analista seja capaz de identificar e

quantificar substâncias em níveis muito inferiores aos praticados

anteriormente. A determinação de concentrações da ordem de μg·kg –1 (ppb)

é agora corrente em muitos laboratórios. No caso de algumas técnicas específicas, hoje é possível medir, ou pelo menos identificar, materiais na