Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 307 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

12.5 Experimentos termogravimétricos

Segurança. Antes de fazer qualquer experimento desta seção preste muita atenção

aos avisos de segurança. Tenha sempre em mente as regras de segurança de laboratório.

 

12.5 Experimentos termogravimétricos

 

Descreveremos a seguir um certo número de experimentos

termogravimétricos. Se desejar informações mais detalhadas sobre estes e

outros estudos, o leitor deve consultar as publicações mencionadas na Seção

12.14. Algumas precauções, listadas a seguir, devem ser seguidas quando

for necessário usar uma termobalança moderna com uma microbalança

eletrônica, que requer quantidades pequenas de amostra:

 

(a) Selecione o peso da amostra de acordo com a perda de peso real

prevista.

(b) Evite manipular o cadinho com as mãos para não transferir gordura ou

umidade para ele. O cadinho de platina pode ser limpo por imersão em

ácido nítrico diluído.

(c) Utilize uma amostra representativa. Se o material não for homogêneo,

analise várias amostras. A obtenção de resultados diferentes confirma a

heterogeneidade.

 

O método de obtenção das amostras depende da natureza do material:

 

Um disco circular cortado de um filme do material com um furador

apropriado (de rolha ou couro, por exemplo).

Os materiais fibrosos, que não são compactados facilmente, podem ser

prensados entre lâminas de metal antes da transferência para o cadinho.

As amostras líquidas podem ser transferidas para o cadinho com uma

seringa hipodérmica.

As amostras sensíveis ao ar devem ser colocadas no cadinho em câmara

seca e transferidas rapidamente para a termobalança onde são

manipuladas sob gás inerte seco.

Os materiais que crepitam ou que geram espuma não devem ser

analisados em uma termobalança.

É sempre boa prática aquecer o material em um cadinho pequeno, forno

ou mufla para se certificar de que não ocorre crepitação ou formação de

espuma antes de submeter a amostra à termogravimetria. A termobalança

pode sofrer sérios danos se as amostras não forem testadas previamente.

 

12.5.1 Decomposição térmica do oxalato de cálcio mono-hidratado

 

Esta determinação pode ser feita em qualquer termobalança padrão.

Consulte sempre o manual do fabricante para instruções detalhadas sobre a

operação do instrumento. Coloque a balança no zero usando a escala de 10

mg e um cadinho vazio em posição. Use uma vazão de ar de 10 ml·min–1.

Pese com exatidão, diretamente no cadinho, cerca de 2 mg de oxalato de

cálcio mono-hidratado e registre o peso. Ajuste a escala variável do

registrador para que o peso da amostra corresponda a 100% da escala.

Selecione a velocidade de aquecimento adequada (20°C·min –1) e registre a

curva de pirólise do oxalato de cálcio mono-hidratado, da temperatura do

laboratório até 1000°C, em termos da percentagem do peso de amostra

perdido. Use a curva termogravimétrica para estimar a pureza do oxalato de

cálcio (Seção 12.4). Este experimento pode ser estendido para a

determinação gravimétrica automática de cálcio e magnésio como oxalatos.

Veja os detalhes da decomposição térmica dos oxalatos na Seção 12.4. Use

a curva termogravimétrica para calcular os teores de cálcio e de magnésio.

 

12.5.2 Decomposição térmica do sulfato de cobre penta-hidratado

 

Siga o procedimento descrito na Seção 12.5.1, mas pese com exatidão cerca

de 6 mg do sulfato de cobre. Registre a curva de decomposição térmica da

temperatura do laboratório até 1000°C, com velocidade de aquecimento de

10°C·min–1 3 –1 e atmosfera de ar na vazão de 10°cm ·min. Observe o efeito

da variação da velocidade de aquecimento sobre as reações de desidratação

nas velocidades de 2, 20 e 100°C·min–1 –1 , além da velocidade de 10°C·min

do experimento inicial. A melhoria de resolução decorrente da redução da

velocidade de aquecimento é mais evidente com a DTG.

 

12.5.3 Decomposição térmica do oxalato de níquel di-hidratado Este experimento ilustra o efeito de diferentes atmosferas de forno na