Vogel: Análise Química Quantitativa
4.11 Intervalo de confiança
Um ponto muito importante é poder rejeitar certos resultados de forma sensata. Deve
ser enfatizado, entretanto, que um resultado só pode ser rejeitado quando isto for sugerido pela aplicação de um teste estatístico adequado ou quando houver uma razão química ou instrumental muito óbvia que justifique sua exclusão. Com freqüência, no entanto, é preciso resistir à tentação de eliminar um resultado que “parece” ser ruim, sem justificativas plausíveis. Vejamos o seguinte exemplo.
Exemplo 4.2
A análise de cádmio em poeira deu como resultados: 4,3, 4,1, 4,0 e 3,2 μg·g–1. Deve-se eliminar o resultado 3,2?
Podemos aplicar o teste Q para resolver esta questão.
Se o valor calculado de Q for maior do que o valor crítico obtido da tabela de Q
(Apêndice 14), o valor suspeito pode ser rejeitado.
Neste exemplo, o valor calculado de Q é 0,727 e o valor tabelado para um conjunto de
4 análises é 0,831. Assim, o resultado 3,2 μg·g–1 não deve ser retirado do conjunto de dados. Mas se outras três análises fossem feitas e os resultados (em μg·g –1) fossem
4,3, 4,1, 4,0, 3,2, 4,2, 3,9, 4,0
então,
O valor crítico de Q é 0,570 para um conjunto de 7 resultados e, assim, justifica-se a rejeição do valor 3,2 μg·g–1. Observe que deve-se considerar apenas o valor absoluto de Q.
4.11 Intervalo de confiança Quando o número de medidas é pequeno, o valor do desvio padrão s não é, por si mesmo, uma medida da proximidade da média das amostras, , à média verdadeira. É possível, porém, calcular um intervalo de confiança que permite estimar a faixa na qual a média verdadeira poderá ser encontrada. Os limites deste intervalo de confiança, conhecidos como limites de confiança, são dados por