Vogel: Análise Química Quantitativa
6.13 Instrumentação para a eletroforese capilar
tem carga positiva. Em eletroforese capilar, procurase minimizar a difusão
lateral das espécies iônicas. A instrumentação moderna é desenhada de
modo a permitir a melhor separação no menor tempo possível, com o
máximo de flexibilidade.
6.13 Instrumentação para a eletroforese capilar
A parte essencial da eletroforese capilar é um capilar de sílica fundida
preenchido com um eletrólito em soluçãotampão em água. As duas
extremidades são mergulhadas em reservatórios do eletrólito, um contendo
o anodo e o outro, o catodo. A Fig. 6.10 mostra um esquema. Para inserir a
amostra, coloca-se a extremidade do capilar que contém o anodo no frasco
de amostra e aplica-se um campo elétrico no frasco, produzindo uma
injeção eletrocinética ou, então, aplica-se pressão sobre o frasco para
produzir uma injeção hidrodinâmica. Assim que alguns poucos nanolitros
da amostra tenham penetrado no capilar, ele é recolocado no reservatório de
eletrólito que contém o anodo. Usa-se uma fonte de alta voltagem para
efetuar a separação. Atualmente, é possível o uso de auto-amostradores,
normalmente disponíveis no mercado, para o manuseio de um número
elevado de amostras em seqüência. A natureza e a coerência da solução-
tampão devem ser constantemente monitoradas porque ela pode ser afetada
pela migração e acumulação de solutos. O desenvolvimento da eletroforese
capilar foi muito rápido, mas as características dos componentes são agora
usualmente padronizadas. As várias partes do instrumento são descritas a
seguir em detalhe.
6.14 Capilares
Embora tubos capilares de vidro e de Teflon tenham sido usados no
passado, os capilares de sílica fundida de 30 a 100 cm de comprimento são,
agora, o padrão. Eles têm diâmetro interno de 50 a 100 μm e diâmetro
externo de 200 a 400 μm e são cobertos externamente com poliimida para
proteção. Às vezes, o capilar tem uma superfície química, como o glicerol, ligada internamente com o intuito de reduzir a interação entre as moléculas