Vogel: Análise Química Quantitativa
2.7 Equilíbrio ácido-base em água
a variação das propriedades osmóticas da solução com a diluição. A
dependência de propriedades coligativas, como a osmose, com a
concentração é atribuída a mudanças na atividade dos íons. Usando a teoria
de Debye-Hückel para soluções diluídas é possível obter expressões que
descrevem razoavelmente a variação da atividade e de quantidades a ela
relacionadas.
2.7 Equilíbrio ácido–base em água
Considere a dissociação de um eletrólito fraco como, por exemplo, o ácido
acético diluído em água:
CH + – COOH + H 0 H 0 + CH COO
3 2 3 3
Vamos reescrever a reação, para simplificar:
CH + – COOH H + CH COO
3 3
em que H+ representa o próton hidratado. Aplicando a lei da ação das
massas, temos
em que K é a constante de equilíbrio em uma dada temperatura, usualmente
conhecida como constante de ionização ou constante de dissociação. Se 1
mol do eletrólito é dissolvido em V litros da solução (V = 1/c, em que c é a
concentração em mol·l –1) e se α é o grau de ionização no equilíbrio, então a
quantidade de eletrólito não-ionizada será (1 – α) moles e a quantidade de
cada íon será igual a a moles. A concentração de ácido acético não-ionizada
será igual a (1 – α)/V e a concentração de cada íon, α/V. Substituindo na
equação do equilíbrio, temos
α 2 2 /(1 – α) V = K ou αc/(1 – α) = K