Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 327 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

13.9 Coulometria com potencial controlado

onde Mr é a massa atômica (ou molecular) relativa da substância liberada ou consumida. Os métodos analíticos baseados na medida de quantidades de

 

eletricidade e na aplicação desta equação são chamados de métodos

coulométricos, da palavra “coulomb”.

A exigência fundamental da análise coulométrica é que a reação de

eletrodo usada ocorra com 100% de eficiência para que a quantidade de

substância transformada possa ser expressa pela lei de Faraday. A

substância a ser determinada pode reagir diretamente em um dos eletrodos e

o processo correspondente é chamado de análise coulométrica primária.

A reação pode, também, ocorrer em solução, com uma substância gerada

por uma reação de eletrodo, e o processo é chamado de análise

coulométrica secundária.

Pode-se fazer coulometria de duas maneiras:

 

1. Com o potencial do eletrodo de trabalho controlado — métodos diretos

2. Com corrente constante (Seções 10.12 a 10.17)

 

No método 1, a substância a ser analisada reage no eletrodo de trabalho

com 100% de eficiência. O potencial do eletrodo é controlado. A reação se

completa quando a corrente cai a zero e a quantidade de substância que

reagiu é obtida com uma leitura do coulômetro colocado em série com a

célula ou com um dispositivo de integração da corrente pelo tempo. No

método 2, a solução da substância a ser analisada sofre eletrólise sob

corrente constante até que a reação se complete (o ponto é determinado com

um indicador visível ou por métodos amperométricos, potenciométricos ou

espectrofotométricos) e, então, abre-se o circuito. A quantidade de

eletricidade é obtida pelo produto da corrente (em ampères) pelo tempo (em

segundos). Usase para isto, modernamente, um integrador eletrônico no

circuito.

 

13.9 Coulometria com potencial controlado Na análise coulométrica com potencial controlado, a corrente gerada decai

exponencialmente com o tempo, segundo a equação

 

I -k't - = I e ou I = I 10

t kt 0 t 0

 

onde I0 é a corrente inicial, I é a corrente no tempo t e k e k' são constantes.

A Fig. 13.5 mostra uma curva típica. A corrente decresce mais ou menos

exponencialmente até quase zero. Em muitos casos, pode-se observar uma

corrente de fundo apreciável apenas com o eletrólito de suporte. Quando

isto acontece, a corrente decai até o valor da corrente de fundo. Pode-se

corrigir os dados para este efeito considerando a corrente de fundo

constante durante a eletrólise.

 

Fig. 13.5 Curva típica 1–t para a coulometria com potencial controlado

 

Na eletrólise com potencial controlado, a quantidade de eletricidade Q

(coulombs) que passa pela solução do início da eletrólise até o tempo t é

dada por

 

onde It é a corrente no tempo t. As equações que relacionam a variação da corrente com o tempo podem ser, também, expressas em termos da

concentração de eletrólito no tempo t, Ct, e da concentração inicial, C0.