Vogel: Análise Química Quantitativa
15 Espectroscopia de absorção atômica
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Espectroscopia de absorção atômica
15.1 Introdução
Quando uma solução que contém íons de um metal é introduzida em uma
chama (de acetileno e ar, por exemplo) forma-se um vapor rico em átomos
do metal. Alguns dos átomos do metal na fase gasosa podem ser levados a
um nível de energia suficientemente alto para permitir a emissão da
radiação característica do metal. É o caso da cor amarela característica da
chama comum na presença de sais de sódio. Este fenômeno é a base da
espectroscopia de emissão de chama (FES), antigamente conhecida como
fotometria de chama (Cap. 16).
Entretanto, um número muito maior de átomos do metal na fase gasosa
não sofre excitação, ou seja, permanece no estado fundamental. Estes
átomos são capazes de absorver energia radiante em um determinado
comprimento de onda de ressonância, que é, em geral, o comprimento de
onda da radiação que os átomos emitiriam se fossem excitados a partir do
estado fundamental. Assim, se fizermos uma luz de comprimento de onda
de ressonância igual à daqueles átomos passar por uma chama que contém
os átomos em questão, parte da luz será absorvida. A quantidade de luz
absorvida é proporcional ao número de átomos que estão no estado
fundamental presentes na chama. Este é o princípio básico da
espectroscopia de absorção atômica (AAS). Outra técnica assemelhada, a
espectroscopia de fluorescência atômica (AFS), baseia-se na reemissão
da energia absorvida pelos átomos livres.