Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 453 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

18.7 Células de infravermelho para amostras líquidas

parcialmente absorvido pelo álcool. A quantidade de radiação que chega ao

detector pela célula de amostra depende da concentração de etanol na

amostra. O detector de infravemelho mede novamente a razão da energia

entre os feixes de amostra e referência e o sinal resultante é convertido em

um índice correspondente ao teor de álcool. Neste tipo de instrumento, a

monocromatização é feita depois da passagem dos feixes pelas células e

antes de eles serem medidos em um detector de estado sólido fotocondutor

[6]. O Intoximeter 3000 foi projetado para receber uma amostra de 70 ml de

ar de uma expiração profunda depois da passagem de pelo menos 1,5 litro

de ar da expiração normal do indivíduo pelo tubo de amostragem. Para

evitar a condensação de álcool e água do hálito na célula, mantém-se a

amostra em 45°C.

Se um composto tem uma banda de absorção razoavelmente intensa, que

não sofre interferência de bandas de absorção de outros compostos da

amostra, é sempre possível monitorá-lo continuamente com um detector de

infravermelho especializado. Gases como monóxido de carbono, óxidos de

nitrogênio, óxido de etileno e amônia podem agora ser medidos e

controlados com estes dispositivos.

 

Fig. 18.8 Bafômetro Lion Intoximeter 3000 (Cortesia de Lion Laboratories Ltd, Barry, Wales.)

 

18.7 Células de infravermelho para amostras líquidas Como muitas soluções usadas na espectrofotometria de infravermelho

envolvem solventes orgânicos, é necessário usar células que podem ser

fechadas para evitar a evaporação do solvente e podem ser desmontadas

para limpeza e polimento. As células usadas para medidas quantitativas

precisas devem ter passo óptico fixo e as superfícies das janelas devem ser

lisas, polidas e paralelas. Existem no comércio células de espessura

constante de 0,025 a 1,0 mm e células de espessura variável de até 6,0 mm.

As janelas das células são transparentes ao infravermelho e são feitas com

cloreto de potássio ou, menos comumente, com cloreto de sódio. Cortadas

de cristais grandes, as janelas são mantidas em posição por uma estrutura de

aço inoxidável e espaçadores de chumbo ou poli(tetrafluoro-etileno)

mantêm a separação fixa entre elas. Uma óbvia limitação do uso de janelas

de brometo de potássio ou cloreto de sódio é que as células não podem ser

usadas com soluções em água. Quando a água é o solvente, as janelas

devem ser feitas de fluoreto de cálcio ou de bário. A medida acurada do

passo óptico pode ser feita com o procedimento da Seção 18.8. A Fig. 18.9

mostra a montagem de duas células de infravermelho típicas. Elas devem

ser enchidas cuidadosamente com uma seringa ou uma pipeta de Pasteur

para que não se formem bolhas de ar em seu interior. Para evitar a

evaporação, as entradas devem ser fechadas com rolhas de plástico

apropriadas depois que a célula estiver cheia.