Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 358 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

13.41 Ácido ascórbico (vitamina C) em sucos de frutas

Condições experimentais típicas são:

 

Tempo de queda uma gota pendente

Incremento de varredura (Edegrau) 2 mV

Freqüência da onda quadrada 100 Hz

Potencial inicial +0,1 V (vs SCE)

Faixa de varredura 1,4 V negativo

Velocidade de varredura –1 200 mV s

Amplitude de modulação do pulso 50 mV

Faixa de corrente 2 μA d.t.e.

 

Um experimento nestas condições leva 7 segundos contra 700 segundos

(quase 12 minutos) para uma varredura com DPP.

 

13.41 Ácido ascórbico (vitamina C) em sucos de frutas

 

Introdução Este experimento ilustra o uso de DPP no modo anódico, isto

é, com a varredura sendo feita na direção positiva para observar a oxidação,

diferentemente da usual redução catódica. O exemplo é de um composto

orgânico solúvel em água. O eletrólito de suporte usado neste experimento

pode ser um tampão acetato em pH = 3, preparado pela mistura de volumes

iguais de ácido acético 0,05 M e NaNO3 0,01 M ou, de preferência, o tampão de Britton–Robinson em pH = 2,87. Este tampão é preparado pela

mistura de volumes iguais de ácido acético 0,04 M, ácido fosfórico 0,04 M

e ácido bórico 0,04 M. O pH é ajustado em 2,87 por adição de cerca de 17,5

ml de NaOH 0,2 M por cada 100 ml de solução. Lembre-se de que todas

estas soluções devem ser degasadas para remover o oxigênio dissolvido

antes da adição do ácido ascórbico, um agente redutor relativamente forte

que reduz o oxigênio dissolvido. O pH baixo destas soluções inibe o

processo.

O suco de muitas frutas, particularmente as cítricas, contém quantidades

apreciáveis de ácido ascórbico (vitamina C) e, fazendo-se uma diluição para reduzir as interferências dos surfactantes que existem no suco, é possível

determinar quantitativamente a vitamina C, mesmo em soluções fortemente

coloridas que não permitem a análise espectroscópica ou a análise

titrimétrica convencional. O experimento pode ser feito por comparação

contra uma curva de calibração preparada a partir de medidas em soluções

padrões ou pelo uso do método da adição padrão.

 

Procedimento Para construir a curva de calibração, prepare uma solução

de ácido ascórbico por dissolução de 30 mg de ácido ascórbico em 100 ml

de eletrodo de suporte (300 μg·g –1). Adicione alíquotas sucessivas de 20 μl

desta solução a 10,0 ml do eletrólito de suporte degasado colocado na célula

polarográfica e obtenha o polarograma nas seguintes condições:

 

Tempo de queda 1 s

Potencial inicial +0,1 V (vs SCE)

Faixa de varredura 0,4 V positiva

Velocidade de varredura –1 2 mV s

Amplitude de modulação do pulso 25 mV

Faixa de corrente 1–2 μA d.t.e.

 

Adicione uma alíquota de 20 a 40 μl de suco de frutas (Solução A) a uma

nova porção de 10 ml do eletrólito de suporte degasado colocado na célula e

obtenha o polarograma nas mesmas condições. Como os sucos de frutas

comerciais contêm usualmente 200 a 700 mg de ácido ascórbico por 100

ml, a curva de calibração com quatro soluções padrões deveria dar um

gráfico apropriado. Se for usado o método da adição padrão, adicione

porções de 20 μl de ácido ascórbico padrão ao suco de frutas diluído

colocado na célula. A Fig. 13.26 mostra alguns polarogramas típicos.

Normalmente, o experimento não tem interferências importantes de outros

compostos existentes no suco de frutas e determina apenas o ácido

ascórbico, não a forma oxidada, o ácido desidro-ascórbico, ou o ácido desidro-ascórbico hidratado que podem estar presentes, especialmente em