Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 172 de 495

Páginas do PDF

Vogel: Análise Química Quantitativa

10.6 Padrões primários e secundários

As seguintes substâncias, que podem ser obtidas com alto grau de pureza, são adequadas ao preparo de soluções padrões: carbonato de sódio, hidrogenoftalato de potássio, tetraborato de sódio, hidrogenoiodato de potássio, oxalato de sódio, nitrato de prata, cloreto de sódio, cloreto de potássio, iodo, bromato de potássio, iodato de potássio, dicromato de potássio, nitrato de chumbo e óxido de arsênio(III).

Quando o reagente não está disponível em pureza suficiente, como ocorre com a maior parte dos hidróxidos básicos, alguns ácidos inorgânicos e várias substâncias deliqüescentes, prepara-se inicialmente uma solução de molaridade aproximadamente igual à molaridade desejada. Esta solução é, então, padronizada por titulação com uma solução de uma substância pura de concentração conhecida. Em geral, é melhor padronizar uma solução usando uma reação do mesmo tipo da reação na qual a solução será empregada e, sempre que possível, nas mesmas condições experimentais. Assim, os erros de titulação e outros erros são consideravelmente reduzidos e, mesmo, cancelados. Emprega-se este método indireto, por exemplo, na preparação de soluções da maior parte dos ácidos, hidróxido de sódio, hidróxido de potássio, hidróxido de bário, permanganato de potássio, amônia, tiocianato de potássio (ou de amônio) e tiossulfato de sódio.

 

10.6 Padrões primários e secundários

Em titrimetria, alguns produtos químicos são freqüentemente usados em determinadas concentrações como soluções de referência. Estas substâncias são conhecidas como padrões primários ou padrões secundários. Um padrão primário é uma substância suficientemente pura para que se possa preparar uma solução padrão por pesagem direta e diluição até um determinado volume de solução. Diz-se que a solução correspondente é uma solução padrão primária. Um padrão primário deve satisfazer os seguintes requisitos:

 

1. Deve ser fácil de obter, purificar, secar (de preferência entre 110 e 120°C) e preservar em

estado puro. (Este requisito não é normalmente obedecido pelas substâncias hidratadas porque é muito difícil remover completamente a umidade superficial sem levar à decomposição parcial.)

2. A substância não deve se alterar no ar durante a pesagem. Isto significa que ela não deve ser

higroscópica e não deve se oxidar no ar ou ser sensível ao dióxido de carbono. A composição do padrão deve se manter constante durante a estocagem.

3. A substância deve poder ser testada para impurezas por ensaios qualitativos ou outros testes

de sensibilidade conhecida. (A quantidade total de impurezas não deve exceder 0,01– 0,02%.)

4. O padrão deve ter massa molecular relativa elevada para que os erros de pesagem possam

ser ignorados. (A precisão da pesagem é, normalmente, de 0,1 a 0,2 mg. Logo, para uma exatidão de uma parte em 1000 é necessário empregar amostras que pesem pelo menos 0,2 g.)