Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 147 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

8 Cromatografia com fase líquida

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Cromatografia com fase líquida

 

8.1 Introdução

Os termos “cromatografia com fase líquida” ou, simplesmente, “cromatografia líquida” têm sido usados para descrever vários sistemas cromatográficos, incluindo as cromatografias líquido– sólido, líquido–líquido, por troca iônica e de exclusão por volume, que empregam, todas, uma fase líquida móvel. A cromatografia líquida em coluna, já clássica, utiliza colunas de vidro de diâmetros relativamente grandes que contêm fases estacionárias finamente divididas através das quais percolam fases móveis sob a ação da gravidade. Estes sistemas permitem a separação de misturas bastante complexas. A separação, entretanto, é demorada e o necessário exame químico ou espectroscópico das diversas frações coletadas pode ser bastante tedioso. Sistemas de alto desempenho fizeram com que a cromatografia com fase líquida superasse a cromatografia com fase gasosa em termos da preferência dos analistas. Hoje, a cromatografia líquida de alta eficiência tem as seguintes características:

 

1. Alto poder de resolução

2. Separações rápidas

3. Monitoramento contínuo do eluente

4. Medidas quantitativas acuradas

5. Análises repetitivas e reprodutíveis com a mesma coluna 6. Automação do procedimento analítico e do manuseio dos dados

 

Sob alguns aspectos, a cromatografia líquida de alta eficiência é mais versátil do que a cromatografia com fase gasosa porque ela não está limitada a amostras voláteis e termicamente estáveis e porque a escolha de fases estacionárias e móveis é mais ampla.

O primeiro cromatógrafo líquido de uso prático foi construído por Csaba Horvath [1] na Universidade de Yale, em 1964. O instrumento foi inicialmente chamado de “cromatógrafo com líquido sob alta pressão” (HPLC), mas o próprio Horvath adotou para o processo o nome “cromatografia líquida de alta eficiência” com o qual ele é hoje conhecido.

Embora a técnica tenha se desenvolvido muito nos últimos trinta anos, o cromatógrafo original, que operava em pressões de até 1000 psi (6897 kPa ou 68,97 bar) com uma fase móvel em água tamponada passando por colunas de 1 mm de diâmetro interno e com um espectrômetro de ultravioleta como detector, era muito semelhante aos instrumentos que utilizamos hoje. As primeiras misturas separadas no grupo de Horvath continham ácidos nucléicos associados com a função da tiróide [2]. Isto ajuda a explicar por que o uso da técnica cresceu tanto desde 1964. Em suas muitas variantes, a cromatografia líquida de alta eficiência permite o estudo de misturas muito difíceis de separar com outras técnicas, especialmente misturas de biomoléculas.