Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 315 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

12.12 Determinação da pureza de fármacos por DSC

desidratação CaSO4·½H2O → CaSO4.

Use uma curva de calibração construída a partir de experimentos

semelhantes com a gipsita pura. Determine a percentagem de gipsita no

cimento por interpolação gráfica do valor obtido para a área do pico da zona

endotérmica em temperatura baixa. Determine, usando a razão dos picos da

desidratação em duas etapas da gipsita pura, a quantidade de calor no

segundo estágio da desidratação do cimento, associada com a gipsita

inicialmente presente. Subtraia este valor da área total do segundo estágio

de desidratação do cimento. Isto dá o calor associado com o hemihidrato

inicialmente presente. Com uma curva de calibração construída a partir da

análise do hemi-hidrato puro, é possível determinar o percentual de hemi-

hidrato no cimento.

 

12.12 Determinação da pureza de fármacos por DSC

 

Introdução A DSC é um método rápido e confiável de determinação da

pureza de materiais, particularmente fármacos. Isto é importante porque a

presença de quantidades muito pequenas de impurezas pode reduzir a

eficácia de uma droga ou causar efeitos colaterais adversos. A técnica de

DSC permite a determinação da curva de fusão da amostra durante o

aquecimento até o ponto de fusão. Sabese que quanto maior for a

concentração de impurezas na amostra, menor é o ponto de fusão e mais

larga a faixa de fusão. Os dados obtidos por DSC incluem a curva de fusão

completa e o calor latente de fusão da amostra (ΔHf). A interpretação da curva de DSC baseia-se em uma forma modificada da equação de van’t

Hoff:

 

onda

 Δ –1 H = calor de fusão do componente principal puro (J mol)

f

R –1 –1 = constante dos gases (8,314 J mol K)

TS = temperatura da amostra (K)

T0 = ponto de fusão teórico do composto puro (K)

X1 = fração molar da impureza

F = fração da amostra que fundiu em T S

 

O gráfico de TS contra 1/F deveria ser uma linha reta de coeficiente linear T 2 e coeficiente angular RT X /H , que pode ser obtida dos dados de DSC

0 0 1 f

ou da literatura, permitindo o cálculo de X 1.

 

Procedimento para a fenacetina Pese uma amostra de fenacetina

(entre 1 e 5 mg) em um recipiente de alumínio para DSC e tampe-o. A

referência é um recipiente de DSC vazio com a tampa. Use uma atmosfera

de nitrogênio (50 ml·min–1) e uma velocidade de aquecimento lenta

(1°C·min –1). Inicie a corrida de DSC em uma temperatura cerca de 10°C

abaixo do ponto de fusão (de 124 a 140°C). Com um DSC moderno (como

o modelo DSC 2920 da TA Instruments), o programa de cálculo da pureza

calorimétrica determina a pureza da fenacetina em percentagem molar de

pureza. A Fig. 12.14 mostra os resultados obtidos com uma amostra de

fenacetina. A linha contínua mostra a fusão endotérmica da fenacetina com

ponto de fusão 134,9°C. Os triângulos abertos correspondem ao gráfico de

TS contra 1/F. A curva não é linear mas pode ser extrapolada à linha reta teórica por aproximações sucessivas. O coeficiente angular da linha

corrigida (quadrados abertos) é usado para calcular a pureza molar

percentual.