Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 390 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

15.17 Preparação de soluções padrões

separação. Os procedimentos de separação mais comumente utilizados no

caso dos métodos espectrofotométricos de chama são a extração por

solventes e a troca iônica (Cap. 6). A cromatografia por troca iônica tem

sido usada na separação do gálio a partir de alumínio e índio [14].

 

15.17 Preparação de soluções padrões

 

Nas medidas espectrofotométricas de chama as soluções têm concentrações

muito pequenas do elemento a ser determinado. Isto significa que as

soluções padrões necessárias para as análises devem também ter

concentrações muito pequenas dos elementos relevantes. É raramente

possível preparar as soluções padrões por pesagem direta da substância de

referência adequada. A prática normal, portanto, é preparar uma solução

estoque com cerca de 1000 μg·l–1 do elemento desejado e preparar as

soluções de trabalho por diluição. As soluções com menos de 10 μg·l–1

podem se deteriorar com o tempo, devido à adsorção do soluto nas paredes

dos frascos de vidro. Conseqüentemente, as soluções padrões com

concentrações de soluto desta ordem não devem ser guardadas por mais de

1 a 2 dias. As soluções estoque devem ser preparadas a partir do metal ou

do óxido de metal puros, por dissolução em uma solução ácida adequada. A

pureza de todos os reagentes deve ser a maior possível.

 

15.18 Práticas de segurança

 

Antes de começar qualquer trabalho experimental com um

espectrofotômetro de absorção atômica, estude as seguintes diretrizes

referentes às normas de segurança. Estas recomendações são um resumo do

Código de Normas recomendado pela Associação de Fabricantes de

Aparelhagens Científicas (SAMA) dos Estados Unidos da América. Os

detalhes completos estão na Referência 15.

 

1. O laboratório no qual está instalado o aparelho deve ser bem ventilado e

equipado com um sistema de exaustão adequado, com vedação bem firme no lado da descarga. Alguns solventes orgânicos, especialmente os que

contêm cloro, geram produtos tóxicos na chama.

 

2. Os cilindros de gás devem estar amarrados, em segurança, em uma sala

bem ventilada e distante de quaisquer fontes de calor ou fontes de ignição.

Os cilindros devem ser marcados claramente para que seus conteúdos

possam ser facilmente identificados.

 

3. Ao desligar o aparelho, feche firmemente a válvula de gás do cilindro e

limpe a linha de gás por exaustão para a atmosfera.

 

4. A tubulação que conduz os gases dos cilindros deve ser fixada em uma

posição tal que seja improvável que sofra danos.

 

5. Verifique periodicamente a existência de vazamentos aplicando uma

solução de sabão nas conexões e selos.

 

6. Observe as seguintes precauções ao utilizar acetileno:

 

(a) Nunca trabalhe com pressões de acetileno superiores a 15 psi (103

kN·m –2). Em pressões mais elevadas o acetileno pode explodir

espontaneamente.

(b) Evite usar tubulações de cobre. As tubulações devem ser em latão

contendo menos de 65% de cobre, em ferro galvanizado ou em

qualquer outro material que não reaja com o acetileno.

(c) Evite contato entre acetileno e prata, mercúrio ou gás cloro.

(d) Nunca utilize um cilindro de acetileno quando sua pressão estiver

abaixo de 50 psi (3430 kN·m –2). Em pressões baixas, o gás está

muito contaminado com acetona.

 

7. Não use cilindros de óxido nitroso quando o regulador de pressão

mostrar leitura inferior a 100 psi (6860 kN·m–2).

 

8. O queimador que utilizar misturas de combustível e gases oxidantes e

estiver ligado a um frasco coletor de rejeito (coletor de líquidos) deve ter um tubo em U entre o coletor e a câmara de combustão. A pressão do