Vogel: Análise Química Quantitativa
13.21 Eletrodos bioquímicos
Um outro procedimento para pequenos volumes de líquido é o uso da
“célula em camada” que se baseia na mesma técnica usada para revelar
filmes fotográficos de cor instantânea. Desenhado para a determinação de
íons potássio, ele usa dois conjuntos em camada que terminam com
eletrodos de valinomicina. Uma solução padrão de cloreto de potássio é
colocada em um dos conjuntos e a solução-teste no outro. Os dois conjuntos
são ligados por uma ponte salina para montar uma célula de concentração.
A concentração do íon potássio é determinada pela f.e.m. medida da célula.
Fig. 13.10 Detector seletivo para íons em estado-sólido: A = MOSFET, B = proteção isolante, C = membrana, T 1, T2 = terminais MOSFET
13.21 Eletrodos bioquímicos
Tem sido desenvolvido um número cada vez maior de eletrodos que usam
enzimas para converter substâncias de soluções em produtos iônicos que
podem ser quantificados com um eletrodo seletivo adequado. Um exemplo
típico é o eletrodo de uréia que usa a enzima urease para a hidrólise:
O progresso da reação pode ser acompanhado com um eletrodo de vidro
sensível a íons amônio. A concentração final dos íons amônio é, então,
relacionada com a quantidade de uréia presente.
A urease é incorporada a um gel de poliacrilamida que se deposita no
bulbo do eletrodo de vidro e é mantido em posição por uma teia de nylon. A
urease pode também ser imobilizada quimicamente em albumina de serum
bovino ou até mesmo em nylon. Quando o eletrodo é colocado em uma solução que contém uréia, os íons amônio difundemse pelo gel e provocam