Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 339 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

13.21 Eletrodos bioquímicos

Um outro procedimento para pequenos volumes de líquido é o uso da

“célula em camada” que se baseia na mesma técnica usada para revelar

filmes fotográficos de cor instantânea. Desenhado para a determinação de

íons potássio, ele usa dois conjuntos em camada que terminam com

eletrodos de valinomicina. Uma solução padrão de cloreto de potássio é

colocada em um dos conjuntos e a solução-teste no outro. Os dois conjuntos

são ligados por uma ponte salina para montar uma célula de concentração.

A concentração do íon potássio é determinada pela f.e.m. medida da célula.

 

Fig. 13.10 Detector seletivo para íons em estado-sólido: A = MOSFET, B = proteção isolante, C = membrana, T 1, T2 = terminais MOSFET

 

13.21 Eletrodos bioquímicos

 

Tem sido desenvolvido um número cada vez maior de eletrodos que usam

enzimas para converter substâncias de soluções em produtos iônicos que

podem ser quantificados com um eletrodo seletivo adequado. Um exemplo

típico é o eletrodo de uréia que usa a enzima urease para a hidrólise:

 

O progresso da reação pode ser acompanhado com um eletrodo de vidro

sensível a íons amônio. A concentração final dos íons amônio é, então,

relacionada com a quantidade de uréia presente.

A urease é incorporada a um gel de poliacrilamida que se deposita no

bulbo do eletrodo de vidro e é mantido em posição por uma teia de nylon. A

urease pode também ser imobilizada quimicamente em albumina de serum

bovino ou até mesmo em nylon. Quando o eletrodo é colocado em uma solução que contém uréia, os íons amônio difundemse pelo gel e provocam