Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 330 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

13.12 Coulometria em regime de fluxo

uma das soluções preparadas como sugerido anteriormente. Faça a

eletrólise até que a corrente caia para o valor da corrente de fundo. Anote o

número de coulombs e calcule o peso de níquel depositado. Ajuste o

potencial em –1,20 V e continue a eletrólise até que a corrente caia para o

valor da corrente de fundo. Anote o número de coulombs utilizado nesta

segunda eletrólise e calcule o peso do cobalto. Pode-se corrigir a corrente

de fundo em cada determinação, se for o caso, subtraindo a quantidade I bt

de Q (o número de coulombs), onde I b é a corrente de fundo e t, a duração da eletrólise em segundos.

 

13.12 Coulometria em regime de fluxo

 

Pode-se reduzir o tempo necessário para se fazer uma determinação

coulométrica com a técnica de regime de fluxo. Neste procedimento, o

eletrodo é um cilindro de carbono vitrificado reticular [10], um material

de estrutura porosa com fator de porosidade igual a 0,95, isto é, com

volume interno aberto muito alto. Isto significa que se uma solução flui pelo

catodo, a seção cruzada efetiva da área do fluxo de líquido é,

comparativamente, grande. Este eletrodo (que é o eletrodo de trabalho) é

cercado por um cilindro de metal (geralmente aço inoxidável) que age como

eletrodo auxiliar. Para se obter um fluxo razoável (cerca de 1 ml·s –1) a

solução deve ser bombeada através do eletrodo e o conjunto colocado em

uma pequena câmara ligada ao eletrodo de referência. Se o fluxo for

razoável e a concentração do eletrólito que está sendo determinado for

baixa, o efluente fica virtualmente livre do eletrólito, isto é, a eletrólise se

completa no interior do eletrodo [11]. O procedimento usual é injetar um

volume pequeno conhecido (digamos 20 l) da solução a ser analisada em

um fluxo de eletrólito de suporte que passa por um tubo de cerca de 0,5 mm

de diâmetro. Ocorre mistura e a solução que está sendo analisada se dilui

até cerca de 200 l antes de entrar no eletrodo de trabalho. Na velocidade de

fluxo utilizada, todo o material de interesse passa pelo eletrodo em 12 a 15

segundos, isto é, a análise é muito rápida. O eletrodo é incorporado em um

circuito semelhante ao descrito anteriormente, com um potenciostato controlando o potencial do eletrodo de trabalho e, eventualmente, um