Vogel: Análise Química Quantitativa
2.23 Estabilidade de complexos
Normalmente, as espécies complexas não contêm mais do que um íon
metálico, mas, em condições apropriadas, é possível a formação de
complexos binucleares, isto é, complexos que contêm dois íons metálicos,
ou até mesmo complexos polinucleares, que contêm mais de dois íons
metálicos. Assim, a interação entre Zn 2+ – e Cl pode levar à formação de
complexos binucleares como [Zn 2– Cl ], além de espécies simples como
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A formação de complexos binucleares e polinucleares é
favorecida por concentrações elevadas do íon metálico. Se o metal está
presente como traço, a formação de ligantes polinucleares é pouco
provável.
2.23 Estabilidade de complexos
A estabilidade termodinâmica de uma espécie é uma medida da extensão de
sua formação, em certas condições, a partir de outras espécies, quando o
sistema atinge o equilíbrio. Considere um metal M em solução, juntamente
com o ligante monodentado L. O sistema pode ser representado pelos
seguintes equilíbrios em etapas em que, por conveniência, as moléculas de
água não foram incluídas.
M + L ML K1 = [ML]/[M][L]
ML + L ML2 K2 = [ML2]/[ML][L]
ML n (–1) + L MLn Kn = [MLn]/[ML n (–1][L]
As constantes de equilíbrio K1, K2,..., Kn são chamadas constantes de estabilidade parciais. Uma forma alternativa de representação do
equilíbrio é
M + L ML β 1 = [ML]/[M][L]
M + 2L 2 ML β = [ML ]/[M][L]
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M + nL ML n n n β = [ML n ]/[M][L] As constantes de equilíbrio β1, β2,..., βn são chamadas constantes de estabilidade globais e estão relacionadas às constantes de estabilidade