Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 40 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

2.23 Estabilidade de complexos

Normalmente, as espécies complexas não contêm mais do que um íon

metálico, mas, em condições apropriadas, é possível a formação de

complexos binucleares, isto é, complexos que contêm dois íons metálicos,

ou até mesmo complexos polinucleares, que contêm mais de dois íons

metálicos. Assim, a interação entre Zn 2+ – e Cl pode levar à formação de

complexos binucleares como [Zn 2– Cl ], além de espécies simples como

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A formação de complexos binucleares e polinucleares é

favorecida por concentrações elevadas do íon metálico. Se o metal está

presente como traço, a formação de ligantes polinucleares é pouco

provável.

 

2.23 Estabilidade de complexos

 

A estabilidade termodinâmica de uma espécie é uma medida da extensão de

sua formação, em certas condições, a partir de outras espécies, quando o

sistema atinge o equilíbrio. Considere um metal M em solução, juntamente

com o ligante monodentado L. O sistema pode ser representado pelos

seguintes equilíbrios em etapas em que, por conveniência, as moléculas de

água não foram incluídas.

 

M + L ML K1 = [ML]/[M][L]

ML + L ML2 K2 = [ML2]/[ML][L]

ML n (–1) + L MLn Kn = [MLn]/[ML n (–1][L]

 

As constantes de equilíbrio K1, K2,..., Kn são chamadas constantes de estabilidade parciais. Uma forma alternativa de representação do

equilíbrio é

 

M + L ML β 1 = [ML]/[M][L]

M + 2L 2 ML β = [ML ]/[M][L]

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M + nL ML n n n β = [ML n ]/[M][L] As constantes de equilíbrio β1, β2,..., βn são chamadas constantes de estabilidade globais e estão relacionadas às constantes de estabilidade