Vogel: Análise Química Quantitativa
7.3 Fases estacionárias
Além das fases tradicionais, sílica gel e alumina, as substâncias hoje
disponíveis para uso como fases estacionárias em TLC são muito variadas.
A introdução de celulose microcristalina fez com que, na prática, a
cromatografia em camada fina substituísse praticamente a cromatografia em
papel. Sílica gel com partículas de muitos tamanhos diferentes está agora
disponível. Ela pode ser encontrada em mistura com diversos aglutinantes,
como, por exemplo, o sulfato de cálcio, e pode incluir indicadores de
fluorescência. Existem combinações semelhantes para alumina que
permitem secagem até diferentes graus de ativação. Os chamados materiais
de fase reversa também estão disponíveis para uso com misturas eluentes
envolvendo água. Estes materiais são hidrocarbonetos de cadeia longa (C 10
a C18) ligados à sílica gel pelos grupos hidroxila. Seu uso permitiu aumentar a variedade de sistemas de solventes que podem ser utilizados em TLC.
7.4 Fases móveis
Na seleção de uma fase móvel para o desenvolvimento de placas de TLC, é
importante garantir que o sistema de solventes não reaja quimicamente com
as substâncias a serem separadas. Em muitos casos esta exigência impede o
uso de substâncias como o ácido acético ou a amônia. Solventes
carcinogênicos, como o benzeno, ou prejudiciais ao meio ambiente, como o
dicloro-metano, devem ser evitados. Os sistemas de solventes podem variar
desde solventes puros não polares como o hexano até misturas de solventes
polares como o etanol e ácidos orgânicos. No caso de fases estacionárias
polares, é normal usar solventes de baixa ou média polaridade. Os sistemas
com fase reversa exigem, usualmente, solventes mais polares como a
acetonitrila ou o butanol.
7.5 TLC em duas dimensões Em muitos casos, mesmo usando diversas etapas de separação com