Rang e Dale: Farmacologia
Estudos farmacológicos em humanos
Exemplos de tais modelos incluem camundongos transgênicos que
superexpressam formas mutadas da proteína precursora de amiloide ou
pressenilinas, que são importantes na patogenia da doença de Alzheimer
(ver Capítulo 41). Ao completar alguns meses de vida, esses camundongos
desenvolvem lesões patológicas e alterações cognitivas semelhantes às da
doença de Alzheimer, fornecendo modelos muito úteis para que se testem
novas terapias. Foi desenvolvido o modelo de outra condição
neurodegenerativa, a doença de Parkinson (ver Capítulo 41), em
camundongos transgênicos que superexpressam a sinucleína, uma proteína
encontrada nas inclusões cerebrais características da doença. Camundongos
transgênicos com mutações nos genes supressores de tumores e oncogenes
(ver Capítulo 6) são amplamente utilizados como modelos de tumores
malignos humanos. Camundongos em que o gene para determinado subtipo
de receptor de adenosina foi desativado apresentam comportamento distinto
e anormalidades cardiovasculares, tais como aumento de agressividade,
redução da resposta a estímulos nocivos e aumento da pressão arterial.
Esses achados serviram para identificar o papel fisiológico desse receptor,
cuja função, até então, era desconhecida, e para sugerir novos caminhos ao
desenvolvimento de agonistas ou antagonistas desses receptores para uso
terapêutico (p. ex., para reduzir a agressividade ou tratar a hipertensão).
Entretanto, camundongos transgênicos podem induzir a erros no que diz
respeito à doença humana. Por exemplo, quando os defeitos genéticos
responsáveis pela fibrose cística (doença que afeta principalmente o pulmão
humano) são reproduzidos em camundongos, o resultado é uma doença que
afeta principalmente o intestino desses animais.
ESTUDOS FARMACOLÓGICOS EM HUMANOS