Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 101 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Estudos farmacológicos em humanos

Exemplos de tais modelos incluem camundongos transgênicos que

superexpressam formas mutadas da proteína precursora de amiloide ou

pressenilinas, que são importantes na patogenia da doença de Alzheimer

(ver Capítulo 41). Ao completar alguns meses de vida, esses camundongos

desenvolvem lesões patológicas e alterações cognitivas semelhantes às da

doença de Alzheimer, fornecendo modelos muito úteis para que se testem

novas terapias. Foi desenvolvido o modelo de outra condição

neurodegenerativa, a doença de Parkinson (ver Capítulo 41), em

camundongos transgênicos que superexpressam a sinucleína, uma proteína

encontrada nas inclusões cerebrais características da doença. Camundongos

transgênicos com mutações nos genes supressores de tumores e oncogenes

(ver Capítulo 6) são amplamente utilizados como modelos de tumores

malignos humanos. Camundongos em que o gene para determinado subtipo

de receptor de adenosina foi desativado apresentam comportamento distinto

e anormalidades cardiovasculares, tais como aumento de agressividade,

redução da resposta a estímulos nocivos e aumento da pressão arterial.

Esses achados serviram para identificar o papel fisiológico desse receptor,

cuja função, até então, era desconhecida, e para sugerir novos caminhos ao

desenvolvimento de agonistas ou antagonistas desses receptores para uso

terapêutico (p. ex., para reduzir a agressividade ou tratar a hipertensão).

Entretanto, camundongos transgênicos podem induzir a erros no que diz

respeito à doença humana. Por exemplo, quando os defeitos genéticos

responsáveis pela fibrose cística (doença que afeta principalmente o pulmão

humano) são reproduzidos em camundongos, o resultado é uma doença que

afeta principalmente o intestino desses animais.

 

ESTUDOS FARMACOLÓGICOS EM HUMANOS