Rang e Dale: Farmacologia
Papel do sistema nervoso na inflamação
proteínas removem o ferro (um nutriente essencial aos organismos
invasores) ou bloqueiam as proteases, talvez protegendo o hospedeiro
contra os piores excessos da resposta inflamatória.
PAPEL DO SISTEMA NERVOSO NA INFLAMAÇÃO
Nos últimos anos, tornou-se claro que o sistema nervoso central, o sistema
nervoso autônomo e o sistema nervoso periférico desempenham importante
papel na regulação da resposta inflamatória. Essa regulação se dá em vários
níveis:
• Sistema neuroendócrino. O hormônio adenocorticotrófico (ACTH),
liberado a partir da glândula adeno-hipófise em resposta ao ritmo
circadiano endógeno, promove a liberação de cortisol a partir das
glândulas suprarrenais. Esse hormônio desempenha papel crucial na
regulação da função imunológica em todos os níveis, o que justifica o
uso de fármacos glicocorticoides no tratamento da doença inflamatória.
Esse tópico é explorado na íntegra nos Capítulos 27 e 34
• SNC. De maneira notável, existem citocinas (p. ex., IL-1) capazes de
sinalizar o desenvolvimento de uma resposta inflamatória diretamente
ao cérebro, por intermédio de receptores localizados no nervo vago.
Essa sinalização pode gerar um “reflexo inflamatório” e desencadear a
ativação da via colinérgica anti-inflamatória. Discussões interessantes
sobre esse assunto estão em Tracey (2002) e Sternberg (2006)
• Sistema nervoso autônomo. Ambos os sistemas, simpático e
parassimpático, podem modular o desenvolvimento de uma resposta
inflamatória. Em linhas gerais, esses sistemas exercem influências anti-
inflamatórias. Receptores para norepinefrina e acetilcolina são