Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 438 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Esteroides anabolizantes

Aproximadamente 90% da testosterona endógena são eliminados como

metabólitos. A meia-vida de eliminação do hormônio livre é curta (10 a 20

min). Ela é convertida em androstenediona (ver Figura 36.3) no fígado, que

tem fraca atividade androgênica. Os andrógenos sintéticos são

metabolizados mais lentamente, e alguns são eliminados em forma

inalterada na urina.

 

Efeitos adversos

Os efeitos adversos dos andrógenos incluem diminuição eventual da

liberação de gonadotrofina durante o uso continuado, com infertilidade

masculina como resultado,2 e retenção de sal e água, levando a edema.

Adenocarcinoma do fígado também tem sido descrito. Os andrógenos

prejudicam o crescimento em crianças (via fusão prematura das epífises),

causam acne e levam à masculinização em meninas. Os efeitos adversos da

reposição e o monitoramento da testosterona foram revisados por Rhoden e

Morgentaler (2004).

Os usos clínicos dos andrógenos são mostrados no boxe clínico a seguir.

 

ESTEROIDES ANABOLIZANTES

Os andrógenos podem ser modificados quimicamente para alterar o balanço

dos seus efeitos anabólicos e outros. Os “esteroides anabolizantes” (p. ex.,

nandrolona) aumentam a síntese proteica e o desenvolvimento muscular de

modo desproporcionado, mas o uso clínico (p. ex., em doença debilitante ou

com atrofia muscular) não tem sido recomendado. Eles são usados na

terapia de anemia falciforme e (notoriamente) abusados por alguns atletas

(ver Capítulo 59), assim como a própria testosterona. Os efeitos adversos

foram descritos anteriormente, em Andrógenos. Acrescentem-se, ainda, como efeitos adversos de doses elevadas de esteroides anabolizantes,

icterícia colestática, tumores hepáticos e risco aumentado de doença

cardíaca coronariana.

 

Andrógenos e controle hormonaldo sistema reprodutor masculino

 

• O hormônio liberador de gonadotro na do hipotálamo age na adeno-hipó se para liberar

tanto o hormônio foliculoestimulante, que estimula a gametogênese, como o hormônio

luteinizante (também chamado de hormônio estimulador de célula intersticial), que

estimula a secreção de andrógeno

• O hormônio endógeno é a testosterona; injeções intramusculares de ésteres de

testosterona são usadas para terapia de reposição

• O mecanismo de ação é via receptores intracelulares

• Os efeitos dependem de idade/sexo e incluem o desenvolvimento das características

sexuais masculinas nos meninos pré-púberes e a masculinização nas mulheres.

 

Uso clínico de andrógenos e antiandrógenos

 

• Andrógenos (preparações de testosterona) como reposição hormonal em:

– Hipogonadismo masculino, devido a doenças hipo sárias ou testiculares (p. ex., 50 a

100 mg/dia em gel aplicado na pele)

• Os antiandrógenos (p. ex., utamida, ciproterona) são usados como parte do

tratamento do câncer prostático

• Os inibidores de 5α-redutase (p. ex., nasterida) são usados na hiperplasia prostática

benigna.