Rang e Dale: Farmacologia
Esteroides anabolizantes
Aproximadamente 90% da testosterona endógena são eliminados como
metabólitos. A meia-vida de eliminação do hormônio livre é curta (10 a 20
min). Ela é convertida em androstenediona (ver Figura 36.3) no fígado, que
tem fraca atividade androgênica. Os andrógenos sintéticos são
metabolizados mais lentamente, e alguns são eliminados em forma
inalterada na urina.
Efeitos adversos
Os efeitos adversos dos andrógenos incluem diminuição eventual da
liberação de gonadotrofina durante o uso continuado, com infertilidade
masculina como resultado,2 e retenção de sal e água, levando a edema.
Adenocarcinoma do fígado também tem sido descrito. Os andrógenos
prejudicam o crescimento em crianças (via fusão prematura das epífises),
causam acne e levam à masculinização em meninas. Os efeitos adversos da
reposição e o monitoramento da testosterona foram revisados por Rhoden e
Morgentaler (2004).
Os usos clínicos dos andrógenos são mostrados no boxe clínico a seguir.
ESTEROIDES ANABOLIZANTES
Os andrógenos podem ser modificados quimicamente para alterar o balanço
dos seus efeitos anabólicos e outros. Os “esteroides anabolizantes” (p. ex.,
nandrolona) aumentam a síntese proteica e o desenvolvimento muscular de
modo desproporcionado, mas o uso clínico (p. ex., em doença debilitante ou
com atrofia muscular) não tem sido recomendado. Eles são usados na
terapia de anemia falciforme e (notoriamente) abusados por alguns atletas
(ver Capítulo 59), assim como a própria testosterona. Os efeitos adversos
foram descritos anteriormente, em Andrógenos. Acrescentem-se, ainda, como efeitos adversos de doses elevadas de esteroides anabolizantes,
icterícia colestática, tumores hepáticos e risco aumentado de doença
cardíaca coronariana.
Andrógenos e controle hormonaldo sistema reprodutor masculino
• O hormônio liberador de gonadotro na do hipotálamo age na adeno-hipó se para liberar
tanto o hormônio foliculoestimulante, que estimula a gametogênese, como o hormônio
luteinizante (também chamado de hormônio estimulador de célula intersticial), que
estimula a secreção de andrógeno
• O hormônio endógeno é a testosterona; injeções intramusculares de ésteres de
testosterona são usadas para terapia de reposição
• O mecanismo de ação é via receptores intracelulares
• Os efeitos dependem de idade/sexo e incluem o desenvolvimento das características
sexuais masculinas nos meninos pré-púberes e a masculinização nas mulheres.
Uso clínico de andrógenos e antiandrógenos
• Andrógenos (preparações de testosterona) como reposição hormonal em:
– Hipogonadismo masculino, devido a doenças hipo sárias ou testiculares (p. ex., 50 a
100 mg/dia em gel aplicado na pele)
• Os antiandrógenos (p. ex., utamida, ciproterona) são usados como parte do
tratamento do câncer prostático
• Os inibidores de 5α-redutase (p. ex., nasterida) são usados na hiperplasia prostática
benigna.