Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 126 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Metabólitos farmacologicamente ativos

Lidocaína Verapamil

 

METABÓLITOS FARMACOLOGICAMENTE ATIVOS

Em alguns casos (Tabela 10.3), um fármaco somente se torna

farmacologicamente ativo depois de metabolizado. Por exemplo, a

azatioprina, um imunossupressor (ver Capítulo 27), é metabolizada

originando mercaptopurina; o enalapril, um inibidor da enzima

conversora de angiotensina (ver Capítulo 23), é hidrolisado para a sua

forma ativa, o enalaprilate. Tais fármacos, nos quais o composto original

não é ativo, são chamados de profármacos. Às vezes, tais compostos são

projetados deliberadamente para superar problemas relacionados com seu

suprimento ao organismo (ver Capítulo 9). O metabolismo pode alterar

qualitativamente as ações farmacológicas de um fármaco. O ácido

acetilsalicílico inibe funções das plaquetas e tem ação anti-inflamatória (ver

Capítulos25 e 27). É hidrolisado a ácido salicílico (ver Figura 10.1), que

apresenta atividade anti-inflamatória, mas não antiplaquetária. Em outros

casos, os metabólitos apresentam ações semelhantes às do fármaco original

(p.ex., os benzodiazepínicos, muitos dos quais formam metabólitos ativos

de longa duração que causam a persistência da sedação por muito tempo

depois que o fármaco original foi eliminado; ver Capítulo 45). Também

existem casos em que os metabólitos são responsáveis pela toxicidade. A

toxicidade para a bexiga da ciclofosfamida, causada por seu metabólito

tóxico, a acroleí-na (ver Capítulo 57), é um exemplo. A toxicidade do

metanol e do etilenoglicol advém dos metabólitos formados por ál-cool

desidrogenase. O envenenamento com esses agentes é tratado com a

administração de etanol (ou um inibidor mais potente), que compete pelo

centro ativo da enzima.