Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 612 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Metilfenidato

atravessam livremente a barreira hematencefálica e o fazem mais facilmente

do que outras aminas simpatomiméticas com ação indireta como a efedrina

ou tiramina (ver Capítulo 15), o que provavelmente explica o porquê de

produzirem efeitos centrais mais marcantes que estas substâncias. As

anfetaminas são excretadas inalteradas principalmente na urina, e a taxa de

excreção aumenta quando a urina fica mais ácida (ver Figura 10.6).

 

METILFENIDATO

Metilfenidato(Ritalina®) inibe os transportadores NET e DAT na

membrana plasmática neuronal. Diferentemente das anfetaminas, o

metilfenidato não é um substrato para esses transportadores e, assim, não

entra nos terminais nervosos para facilitar a liberação de NE e DA (Heal et

al., 2009). Ainda assim, produz uma elevação profunda e sustentada de NE

e DA extracelular.

O metilfenidato é ativo por via oral, sendo absorvido a partir do

intestino, mas sofre metabolismo pré-sistêmico de tal forma que somente

cerca de 20% entram na circulação sistêmica. A absorção é lenta após

administração oral – Tmáx cerca de 2 horas – o que pode limitar a intensidade de qualquer resposta eufórica ao fármaco. É metabolizado pela

carboxilesterase e tem meia-vida de aproximadamente 2 a 4 horas. É usado

terapeuticamente para o tratamento de transtorno de déficit de atenção com

hiperatividade (TDAH; p. 626) e também pode ter efeitos de intensificação

da cognição (p. 633).