Rang e Dale: Farmacologia
Outras substâncias psicodélicas
animais de laboratório. De fato, ao contrário da maioria dos fármacos
amplamente consumidos em excesso pelos seres humanos, eles apresentam
propriedades aversivas e não estimulantes em testes comportamentais.
Desenvolve-se rapidamente tolerância em relação aos seus efeitos, mas não
há síndrome de abstinência física em animais ou seres humanos.
Os principais efeitos de tais substâncias psicodélicas são subjetivos, por
isso não é de surpreender que não tenham sido elaborados testes animais
que prevejam de forma fidedigna a atividade psicodélica em seres
humanos.9
OUTRAS SUBSTÂNCIAS PSICODÉLICAS
A salvinorina A é um agente alucinógeno presente na planta sálvia
americana Salvia divinorum, um membro da família da menta. Foi usada
originalmente pelos mazatecas no México; em anos recentes, o seu uso se
difundiu, e ela tornou-se conhecida como ecstasy das ervas. É um agonista
do receptor opioide κ (ver Capítulo 43).10 Também produz efeitos
dissociativos (ver adiante) e, em altas doses, delírio.
Outros alucinógenos incluem α-MT (metiltriptamina) e DMT
(dimetiltriptamina), de ocorrência natural, e DPT (dipropiltriptamina) e
DOM (2,5-dimetoxi-4-metilanfetamina).
Os antagonistas de receptores muscarínicos (ver Capítulos 14 e 40),
hioscina, hiosciamina e atropina, estão presentes em várias plantas,
incluindo meimendro e mandrágora. O consumo pode causar alucinações,
sonolência e desorientação.
A ibogaína está presente na casca da raiz de arbustos iboga da África,
América do Sul e Austrália. É alucinógena em altas doses. Os usuários
relataram a sensação de redução do desejo de usar outras substâncias como cocaína e heroína, levando a ibogaína a ser investigada como tratamento em