Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 625 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Outras substâncias psicodélicas

animais de laboratório. De fato, ao contrário da maioria dos fármacos

amplamente consumidos em excesso pelos seres humanos, eles apresentam

propriedades aversivas e não estimulantes em testes comportamentais.

Desenvolve-se rapidamente tolerância em relação aos seus efeitos, mas não

há síndrome de abstinência física em animais ou seres humanos.

Os principais efeitos de tais substâncias psicodélicas são subjetivos, por

isso não é de surpreender que não tenham sido elaborados testes animais

que prevejam de forma fidedigna a atividade psicodélica em seres

humanos.9

 

OUTRAS SUBSTÂNCIAS PSICODÉLICAS

A salvinorina A é um agente alucinógeno presente na planta sálvia

americana Salvia divinorum, um membro da família da menta. Foi usada

originalmente pelos mazatecas no México; em anos recentes, o seu uso se

difundiu, e ela tornou-se conhecida como ecstasy das ervas. É um agonista

do receptor opioide κ (ver Capítulo 43).10 Também produz efeitos

dissociativos (ver adiante) e, em altas doses, delírio.

Outros alucinógenos incluem α-MT (metiltriptamina) e DMT

(dimetiltriptamina), de ocorrência natural, e DPT (dipropiltriptamina) e

DOM (2,5-dimetoxi-4-metilanfetamina).

Os antagonistas de receptores muscarínicos (ver Capítulos 14 e 40),

hioscina, hiosciamina e atropina, estão presentes em várias plantas,

incluindo meimendro e mandrágora. O consumo pode causar alucinações,

sonolência e desorientação.

A ibogaína está presente na casca da raiz de arbustos iboga da África,

América do Sul e Austrália. É alucinógena em altas doses. Os usuários

relataram a sensação de redução do desejo de usar outras substâncias como cocaína e heroína, levando a ibogaína a ser investigada como tratamento em