Rang e Dale: Farmacologia
Hipertireoidismo (tireotoxicose)
2012).
HIPERTIREOIDISMO (TIREOTOXICOSE)
Na tireotoxicose, há secreção e atividade excessivas dos hormônios
tireoidianos, o que resulta em taxa metabólica elevada, aumento da
temperatura da pele e da sudorese e sensibilidade ao calor. Sintomas como
nervosismo, tremor, taquicardia e aumento do apetite vêm associados à
perda de peso. Há vários tipos de hipertireoidismo, mas apenas dois são
frequentes: bócio tóxico exoftálmico ou difuso (doença de Graves) e bócio
tóxico nodular.
O bócio tóxico difuso é uma doença autoimune órgão-específica
causada por autoanticorpos ao receptor de TSH, que o ativa, aumentando a
secreção de T4. Também pode haver mutações ativas na constituição do receptor de TRH. Como indica o nome da doença, os pacientes com bócio
exoftálmico apresentam protrusão do globo ocular. A patogênese desse
sinal ainda não é totalmente compreendida, mas imagina-se que ele seja
causado pela existência de proteínas semelhantes ao receptor de TSH nos
tecidos da órbita. Também ocorre sensibilidade aumentada a catecolaminas.
O bócio tóxico nodular é causado por um tumor e pode desenvolver-se em
pacientes com bócio simples de longa duração. Essa condição, em geral,
não apresenta exoftalmia concomitante. O fármaco antiarrítmico
amiodarona (ver Capítulo 22) é rico em iodo e pode causar tanto
hipertireoidismo quanto hipotireoidismo. Alguns agentes de radiocontraste
que contêm iodo, como o ácido iopanoico e seus congêneres, usados como
meios de contraste para a visualização da vesícula biliar, também podem
interferir no funcionamento da tireoide. O uso crônico de agentes psicotrópicos pode precipitar uma variedade de anomalias tireoidianas (Bou