Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 424 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Hipertireoidismo (tireotoxicose)

2012).

 

HIPERTIREOIDISMO (TIREOTOXICOSE)

Na tireotoxicose, há secreção e atividade excessivas dos hormônios

tireoidianos, o que resulta em taxa metabólica elevada, aumento da

temperatura da pele e da sudorese e sensibilidade ao calor. Sintomas como

nervosismo, tremor, taquicardia e aumento do apetite vêm associados à

perda de peso. Há vários tipos de hipertireoidismo, mas apenas dois são

frequentes: bócio tóxico exoftálmico ou difuso (doença de Graves) e bócio

tóxico nodular.

O bócio tóxico difuso é uma doença autoimune órgão-específica

causada por autoanticorpos ao receptor de TSH, que o ativa, aumentando a

secreção de T4. Também pode haver mutações ativas na constituição do receptor de TRH. Como indica o nome da doença, os pacientes com bócio

exoftálmico apresentam protrusão do globo ocular. A patogênese desse

sinal ainda não é totalmente compreendida, mas imagina-se que ele seja

causado pela existência de proteínas semelhantes ao receptor de TSH nos

tecidos da órbita. Também ocorre sensibilidade aumentada a catecolaminas.

O bócio tóxico nodular é causado por um tumor e pode desenvolver-se em

pacientes com bócio simples de longa duração. Essa condição, em geral,

não apresenta exoftalmia concomitante. O fármaco antiarrítmico

amiodarona (ver Capítulo 22) é rico em iodo e pode causar tanto

hipertireoidismo quanto hipotireoidismo. Alguns agentes de radiocontraste

que contêm iodo, como o ácido iopanoico e seus congêneres, usados como

meios de contraste para a visualização da vesícula biliar, também podem

interferir no funcionamento da tireoide. O uso crônico de agentes psicotrópicos pode precipitar uma variedade de anomalias tireoidianas (Bou