Rang e Dale: Farmacologia
Efeitos farmacológicos
enzima COX-1 (ver Figura 27.2).
Ações terapêuticas dos inibidores da ciclo-oxigenase (COX)
Esses fármacos inibem as enzimas COX e, logo, a síntese de prostanoides nas células
in amatórias. Provavelmente, a inibição da isoforma COX-2 é essencial para os efeitos
terapêuticos, que incluem:
• Efeito anti-in amatório: a diminuição da prostaglandina E e da prostaciclina reduz a 2
vasodilatação e, indiretamente, o edema. O acúmulo de células in amatórias não sofre
redução direta
• Efeito analgésico: diminuição da geração de prostaglandinas signi ca menos sensibilização
de terminações nervosas nociceptivas aos mediadores in amatórios, como a bradicinina e
a 5-hidroxitriptamina. O alívio da cefaleia provavelmente decorre da diminuição da
vasodilatação mediada pelas prostaglandinas
• Efeito antipirético: no SNC, a interleucina-1 libera prostaglandinas, que elevam o ponto de
ajuste hipotalâmico para o controle da temperatura, causando febre. Os AINE impedem
esse mecanismo.
AINE importantes são ácido acetilsalicílico, ibuprofeno, naproxeno, indometacina,
piroxicam e paracetamol. Agentes mais modernos com inibição mais seletiva de COX-2 (e,
desse modo, com menos efeitos adversos sobre o trato gastrintestinal) incluem celecoxibe e
etoricoxibe.
EFEITOS FARMACOLÓGICOS
Todos os AINE têm efeitos muito semelhantes aos do ácido acetilsalicílico,
o arquétipo dos AINE, que foi introduzido na clínica médica nos anos 1890.
O perfil farmacológico desses fármacos está no boxe de pontos-chave.
A maioria dos AINE tradicionais inibe tanto a COX-1 como a COX-2,
embora a sua potência relativa para cada isoforma seja diferente. Acredita-
se que a ação anti-inflamatória (e provavelmente a maioria das ações
analgésicas e antipiréticas) dos AINE esteja relacionada à inibição de COX-
2, enquanto seus efeitos indesejáveis – particularmente os que afetam o
trato gastrintestinal (GI) – resultem sobretudo de sua inibição de COX-1.
Compostos com ação inibitória seletiva sobre COX-2 estão hoje em uso
clínico; no entanto, apesar de esses fármacos apresentarem menos efeitos
GI adversos, não estão nem perto de serem tão bem tolerados como
esperado. Em parte, isso ocorre devido ao fato de muitos pacientes já terem
sido expostos a fármacos menos seletivos e já terem sofrido certo
comprometimento GI. Dado que a COX-2 também parece ser importante
para a cura e a resolução da inflamação, podem-se antecipar os problemas
que ainda podem vir a ocorrer. Também existe uma preocupação sobre os
efeitos cardiovasculares de todos os AINE quando estes são utilizados
cronicamente.