Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 318 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Efeitos farmacológicos

enzima COX-1 (ver Figura 27.2).

 

Ações terapêuticas dos inibidores da ciclo-oxigenase (COX)

 

Esses fármacos inibem as enzimas COX e, logo, a síntese de prostanoides nas células

in amatórias. Provavelmente, a inibição da isoforma COX-2 é essencial para os efeitos

terapêuticos, que incluem:

• Efeito anti-in amatório: a diminuição da prostaglandina E e da prostaciclina reduz a 2

vasodilatação e, indiretamente, o edema. O acúmulo de células in amatórias não sofre

redução direta

• Efeito analgésico: diminuição da geração de prostaglandinas signi ca menos sensibilização

de terminações nervosas nociceptivas aos mediadores in amatórios, como a bradicinina e

a 5-hidroxitriptamina. O alívio da cefaleia provavelmente decorre da diminuição da

vasodilatação mediada pelas prostaglandinas

• Efeito antipirético: no SNC, a interleucina-1 libera prostaglandinas, que elevam o ponto de

ajuste hipotalâmico para o controle da temperatura, causando febre. Os AINE impedem

esse mecanismo.

AINE importantes são ácido acetilsalicílico, ibuprofeno, naproxeno, indometacina,

piroxicam e paracetamol. Agentes mais modernos com inibição mais seletiva de COX-2 (e,

desse modo, com menos efeitos adversos sobre o trato gastrintestinal) incluem celecoxibe e

etoricoxibe.

 

EFEITOS FARMACOLÓGICOS

Todos os AINE têm efeitos muito semelhantes aos do ácido acetilsalicílico,

o arquétipo dos AINE, que foi introduzido na clínica médica nos anos 1890.

O perfil farmacológico desses fármacos está no boxe de pontos-chave.

A maioria dos AINE tradicionais inibe tanto a COX-1 como a COX-2,

embora a sua potência relativa para cada isoforma seja diferente. Acredita-

se que a ação anti-inflamatória (e provavelmente a maioria das ações

analgésicas e antipiréticas) dos AINE esteja relacionada à inibição de COX-

2, enquanto seus efeitos indesejáveis – particularmente os que afetam o

trato gastrintestinal (GI) – resultem sobretudo de sua inibição de COX-1.

Compostos com ação inibitória seletiva sobre COX-2 estão hoje em uso

clínico; no entanto, apesar de esses fármacos apresentarem menos efeitos

GI adversos, não estão nem perto de serem tão bem tolerados como

esperado. Em parte, isso ocorre devido ao fato de muitos pacientes já terem

sido expostos a fármacos menos seletivos e já terem sofrido certo

comprometimento GI. Dado que a COX-2 também parece ser importante

para a cura e a resolução da inflamação, podem-se antecipar os problemas

que ainda podem vir a ocorrer. Também existe uma preocupação sobre os

efeitos cardiovasculares de todos os AINE quando estes são utilizados

cronicamente.