Rang e Dale: Farmacologia
Fármacos antiepilépticos e gravidez
Foi comprovado que os antiepilépticos têm aplicações clínicas muito mais amplas do que originalmente se considerava, e os ensaios clínicos têm demonstrado que muitos deles são eficazes nas seguintes afecções:
• Transtorno bipolar (valproato, carbamazepina, oxcarbazepina, lamotrigina,
topiramato; ver Capítulo 48)
• Profilaxia da enxaqueca (valproato, gabapentina, topiramato, ver
Capítulo 16)
• Transtornos de ansiedade (gabapentina, pregabalina; ver Capítulo 45)
• Dor neuropática (gabapentina, pregabalina, carbamazepina,
lamotrigina; ver Capítulo 43).
Esta multiplicidade surpreendente de indicações clínicas pode refletir o fato de
os mecanismos neurobiológicos semelhantes, envolvendo plasticidade sináptica e aumento da excitabilidade de populações interconectadas de
neurônios, serem subjacentes a cada uma dessas alterações.
FÁRMACOS ANTIEPILÉPTICOS E GRAVIDEZ
Existem inúmeras implicações importantes para uma mulher que utilize fármacos antiepilépticos. Por induzirem as enzimas hepáticas CYP3A4, alguns
fármacos antiepilépticos podem aumentar o metabolismo do contraceptivo
oral, reduzindo, portanto, a sua eficácia (ver Capítulo 36). Acredita-se que fármacos como fenitoína, carbamazepina, lamotrigina, topiramato e valproato,
tomados durante a gravidez, tenham algum risco de efeitos teratogênicos, embora a magnitude do risco pareça maior com o valproato. Ainda precisa ser
esclarecido se os novos agentes também apresentam esse problema. A indução das enzimas CYP pode resultar em deficiência de vitamina K no recém-
nascido (ver Capítulo 26).