Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 576 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Fármacos antiepilépticos e gravidez

Foi comprovado que os antiepilépticos têm aplicações clínicas muito mais amplas do que originalmente se considerava, e os ensaios clínicos têm demonstrado que muitos deles são eficazes nas seguintes afecções:

• Transtorno bipolar (valproato, carbamazepina, oxcarbazepina, lamotrigina,

topiramato; ver Capítulo 48)

• Profilaxia da enxaqueca (valproato, gabapentina, topiramato, ver

Capítulo 16)

• Transtornos de ansiedade (gabapentina, pregabalina; ver Capítulo 45)

• Dor neuropática (gabapentina, pregabalina, carbamazepina,

lamotrigina; ver Capítulo 43).

Esta multiplicidade surpreendente de indicações clínicas pode refletir o fato de

os mecanismos neurobiológicos semelhantes, envolvendo plasticidade sináptica e aumento da excitabilidade de populações interconectadas de

neurônios, serem subjacentes a cada uma dessas alterações.

 

FÁRMACOS ANTIEPILÉPTICOS E GRAVIDEZ

Existem inúmeras implicações importantes para uma mulher que utilize fármacos antiepilépticos. Por induzirem as enzimas hepáticas CYP3A4, alguns

fármacos antiepilépticos podem aumentar o metabolismo do contraceptivo

oral, reduzindo, portanto, a sua eficácia (ver Capítulo 36). Acredita-se que fármacos como fenitoína, carbamazepina, lamotrigina, topiramato e valproato,

tomados durante a gravidez, tenham algum risco de efeitos teratogênicos, embora a magnitude do risco pareça maior com o valproato. Ainda precisa ser

esclarecido se os novos agentes também apresentam esse problema. A indução das enzimas CYP pode resultar em deficiência de vitamina K no recém-

nascido (ver Capítulo 26).