Rang e Dale: Farmacologia
Cloranfenicol
minociclina pode produzir distúrbios vestibulares (tonturas e náuseas).
Doses elevadas de tetraciclinas podem reduzir a síntese proteica nas
células do hospedeiro, um efeito antianabólico que, eventualmente,
resulta em lesão renal. O tratamento prolongado pode provocar
distúrbios da medula óssea.
CLORANFENICOL
O cloranfenicol foi originalmente isolado de culturas de Streptomyces. O
cloranfenicol inibe a síntese das proteínas bacterianas ao se ligar à
subunidade 50S do ribossomo bacteriano (ver Capítulo 51; Figura 51.4).
Usos clínicos do cloranfenicol
• O uso sistêmico deve ser reservado a infecções graves, em que o benefício do fármaco se
sobreponha à sua toxicidade hematológica incomum, mas grave. Tais usos podem incluir:
– Infecções causadas por Haemophilus in uenzae resistente a outros fármacos
– Meningite em pacientes nos quais a penicilina não pode ser utilizada
– Febre tifoide, embora cipro oxacino ou amoxicilina e cotrimoxazol sejam
igualmente e cazes e menos tóxicos
• A utilização tópica é igualmente segura e e caz nas conjuntivites bacterianas.
■ Espectro antibacteriano
O cloranfenicol tem amplo espectro de ação antimicrobiana e é ativo contra
microrganismos gram-negativos, gram-positivos e Rickettsiae. É um
bacteriostático para a maioria dos microrganismos, mas elimina H.
influenzae. A forma de resistência, provocada por uma cloranfenicol
acetiltransferase, é mediada por plasmídios.