Rang e Dale: Farmacologia
Classificação dos fármacos psicotrópicos
inibidores da monoamina
oxidase
Estimulantes psicomotores Fármacos que promovem Anfetamina, cocaína,
49
Sinônimo: psicoestimulantes vigília e euforia metilfenidato, cafeína
Fármacos que causam
alterações na percepção
(principalmente alucinações
Dietilamida do ácido
Fármacos psicomiméticos visuais) e no comportamento,
lisérgico, mescalina, MDMA 49
Sinônimo: alucinógenos de modos que não possam
(ecstasy)
ser caracterizados como
efeitos sedativos ou
estimulantes
Inibidores da
acetilcolinesterase:
41
donepezila, galantamina,
Fármacos que melhoram a
cognição Fármacos que melhoram a rivastigmina
memória e o desempenho
Sinônimo: fármacos cognitivo Antagonistas do receptor de
nootrópicos
NMDA: memantina
39
Outros: piracetam,
moda nila
NMDA, N-metIL-D-aspartato.
CLASSIFICAÇÃO DOS FÁRMACOS PSICOTRÓPICOS
Os fármacos psicotrópicos são definidos como aqueles que afetam o humor
e o comportamento. Uma vez que esses índices da função cerebral são
difíceis de serem definidos e medidos, não há base consistente para
classificar os fármacos psicotrópicos. Em vez disso, é encontrada uma
mistura confusa de termos relacionados com a estrutura química
(benzodiazepínicos, butirofenonas etc.), com o alvo bioquímico (inibidores da monoamina oxidase, inibidores da recaptação de serotonina etc.), com o
efeito comportamental (alucinógenos, estimulantes psicomotores) ou com o
uso clínico (antidepressivos, agentes antipsicóticos, fármacos
anticonvulsivos etc.), juntamente com várias categorias francamente
indefiníveis (fármacos antipsicóticos atípicos, fármacos nootrópicos),
adicionadas para maior confusão.
Alguns fármacos desafiam a classificação por esse esque-ma, por
exemplo, o lítio (ver Capítulo 48), usado no tratamento da psicose maníaco-
depressiva, e a cetamina (ver Capítulo 42), classificada como anestésico
dissociativo, porém produz efeitos psicotrópicos bastante semelhantes aos
produzidos pela fenciclidina (PCP, ver Capítulo 49).
A Tabela 38.2 proporciona uma classificação geral de fármacos que
atuam centralmente. Na prática, o uso dos fármacos na doença psiquiátrica
com frequência mistura categorias terapêuticas. Por exemplo, é comum que
os fármacos antipsicóticos sejam usados como “tranquilizantes” para
apaziguar pacientes extremamente ansiosos ou inquietos, ou para tratar
depressão bipolar (ver Capítulo 48). Em geral, os fármacos antidepressivos
são utilizados para o tratamento de ansiedade (ver Capítulo 45) e dor
neuropática (ver Capítulo 43), e certos psicoestimulantes apresentam
eficácia comprovada no tratamento das crianças hiperativas (ver Capítulo
49). Aqui é necessário aderir às categorias farmacológicas convencionais,
porém é preciso enfatizar que, no uso clínico, essas distinções são
frequentemente negligenciadas.
REFERÊNCIAS E LEITURA COMPLEMENTAR
Iversen, L.L., Iversen, S.D., Bloom, F.E., Roth, R.H., 2009. Introduction to
Neuropsychopharmacology. Oxford University Press, New York. (Texto excelente e legível
focado nos aspectos básicos em vez dos clínicos)
Kandel, E., Schwartz, J.H., Jessell, T.M., 2013. Principles of Neural Science, fifth ed. Elsevier, New
York. (Texto padrão, excelente e detalhado sobre neurobiologia – pequena ênfase na
farmacologia)
Linnet, K., Ejsing, T.B., 2008. A review on the impact of P-glycoprotein on the penetration of drugs
into the brain. Focus on psychotropic drugs. Eur. Neuropsychopharmacol. 18, 157–169. (Revisão
sobre como a glicoproteína P pode limitar a concentração no cérebro de fármacos
antidepressivos e antipsicóticos)
Matsas, R., Tsacopolous, M., 2013. The functional roles of glial cells in health and disease: dialogue
between glia and neurons. Adv. Exp. Biol. Med. 468. (Esse volume contém vários capítulos sobre
a função das células da glia)
Nestler, E.J., Hyman, S.E., Holzman, M., Malenka, R.C., 2015. Molecular Neuropharmacology, third
ed. McGraw-Hill, New York. (Bom livro)
Vasile, F., Dossi, E., Rouach, N., 2017. Human astrocytes: structure and function in the healthy brain.
Brain Struct. Funct. 222, 2017–2029. (Revisão informativa)
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1 Na Inglaterra e no País de Gales, em 2014, mais de 200 milhões de
prescrições (cerca de 20% de todas as prescrições), com um custo de 1,93
bilhão de libras, foram para fármacos que atuam no SNC, como definido
pelo British National Formulary [Bulário Nacional Britânico]. Isso
significa quase três prescrições por pessoa em toda a população.
2 A memorização dos nomes dos fármacos e dos fatos básicos da
farmacologia parece estar em algum lugar na metade dessa faixa (tendendo
para a extremidade curta).
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