Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 470 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Classificação dos fármacos psicotrópicos

inibidores da monoamina

oxidase

Estimulantes psicomotores Fármacos que promovem Anfetamina, cocaína,

49

Sinônimo: psicoestimulantes vigília e euforia metilfenidato, cafeína

Fármacos que causam

alterações na percepção

(principalmente alucinações

Dietilamida do ácido

Fármacos psicomiméticos visuais) e no comportamento,

lisérgico, mescalina, MDMA 49

Sinônimo: alucinógenos de modos que não possam

(ecstasy)

ser caracterizados como

efeitos sedativos ou

estimulantes

Inibidores da

acetilcolinesterase:

41

donepezila, galantamina,

Fármacos que melhoram a

cognição Fármacos que melhoram a rivastigmina

memória e o desempenho

Sinônimo: fármacos cognitivo Antagonistas do receptor de

nootrópicos

NMDA: memantina

39

Outros: piracetam,

moda nila

NMDA, N-metIL-D-aspartato.

 

CLASSIFICAÇÃO DOS FÁRMACOS PSICOTRÓPICOS

Os fármacos psicotrópicos são definidos como aqueles que afetam o humor

e o comportamento. Uma vez que esses índices da função cerebral são

difíceis de serem definidos e medidos, não há base consistente para

classificar os fármacos psicotrópicos. Em vez disso, é encontrada uma

mistura confusa de termos relacionados com a estrutura química

(benzodiazepínicos, butirofenonas etc.), com o alvo bioquímico (inibidores da monoamina oxidase, inibidores da recaptação de serotonina etc.), com o

efeito comportamental (alucinógenos, estimulantes psicomotores) ou com o

uso clínico (antidepressivos, agentes antipsicóticos, fármacos

anticonvulsivos etc.), juntamente com várias categorias francamente

indefiníveis (fármacos antipsicóticos atípicos, fármacos nootrópicos),

adicionadas para maior confusão.

Alguns fármacos desafiam a classificação por esse esque-ma, por

exemplo, o lítio (ver Capítulo 48), usado no tratamento da psicose maníaco-

depressiva, e a cetamina (ver Capítulo 42), classificada como anestésico

dissociativo, porém produz efeitos psicotrópicos bastante semelhantes aos

produzidos pela fenciclidina (PCP, ver Capítulo 49).

A Tabela 38.2 proporciona uma classificação geral de fármacos que

atuam centralmente. Na prática, o uso dos fármacos na doença psiquiátrica

com frequência mistura categorias terapêuticas. Por exemplo, é comum que

os fármacos antipsicóticos sejam usados como “tranquilizantes” para

apaziguar pacientes extremamente ansiosos ou inquietos, ou para tratar

depressão bipolar (ver Capítulo 48). Em geral, os fármacos antidepressivos

são utilizados para o tratamento de ansiedade (ver Capítulo 45) e dor

neuropática (ver Capítulo 43), e certos psicoestimulantes apresentam

eficácia comprovada no tratamento das crianças hiperativas (ver Capítulo

49). Aqui é necessário aderir às categorias farmacológicas convencionais,

porém é preciso enfatizar que, no uso clínico, essas distinções são

frequentemente negligenciadas.

 

REFERÊNCIAS E LEITURA COMPLEMENTAR

Iversen, L.L., Iversen, S.D., Bloom, F.E., Roth, R.H., 2009. Introduction to

Neuropsychopharmacology. Oxford University Press, New York. (Texto excelente e legível

focado nos aspectos básicos em vez dos clínicos)

Kandel, E., Schwartz, J.H., Jessell, T.M., 2013. Principles of Neural Science, fifth ed. Elsevier, New

York. (Texto padrão, excelente e detalhado sobre neurobiologia – pequena ênfase na

farmacologia)

Linnet, K., Ejsing, T.B., 2008. A review on the impact of P-glycoprotein on the penetration of drugs

into the brain. Focus on psychotropic drugs. Eur. Neuropsychopharmacol. 18, 157–169. (Revisão

sobre como a glicoproteína P pode limitar a concentração no cérebro de fármacos

antidepressivos e antipsicóticos)

Matsas, R., Tsacopolous, M., 2013. The functional roles of glial cells in health and disease: dialogue

between glia and neurons. Adv. Exp. Biol. Med. 468. (Esse volume contém vários capítulos sobre

a função das células da glia)

Nestler, E.J., Hyman, S.E., Holzman, M., Malenka, R.C., 2015. Molecular Neuropharmacology, third

ed. McGraw-Hill, New York. (Bom livro)

Vasile, F., Dossi, E., Rouach, N., 2017. Human astrocytes: structure and function in the healthy brain.

Brain Struct. Funct. 222, 2017–2029. (Revisão informativa)

____________

1 Na Inglaterra e no País de Gales, em 2014, mais de 200 milhões de

prescrições (cerca de 20% de todas as prescrições), com um custo de 1,93

bilhão de libras, foram para fármacos que atuam no SNC, como definido

pelo British National Formulary [Bulário Nacional Britânico]. Isso

significa quase três prescrições por pessoa em toda a população.

2 A memorização dos nomes dos fármacos e dos fatos básicos da

farmacologia parece estar em algum lugar na metade dessa faixa (tendendo

para a extremidade curta).

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