Rang e Dale: Farmacologia
Tratamento com fármacos para transtorno bipolar
convencional.
O efeito da ECT sobre animais de experimentação tem sido
cuidadosamente analisado para se verificar a existência de indícios quanto
ao modo de ação dos antidepressivos, mas os indícios que existem ainda são
enigmáticos. A síntese e a recaptação de 5-HT ficam inalteradas, e a
recaptação de norepinefrina aumenta um pouco (diferentemente do efeito
dos ADT). A diminuição da responsividade dos receptores β-adrenérgicos,
tanto a bioquímica quanto a comportamental, ocorre com ECT e
administração de antidepressivos, mas alterações nas respostas mediadas
pela 5-HT tendem a ir em direções opostas.
Existem relatos de que a estimulação cerebral profunda, que também
vem sendo utilizada no tratamento da doença de Parkinson (ver Capítulo
41), na qual a estimulação é aplicada de forma específica às regiões
cerebrais, por meio de eletrodos cirurgicamente implantados, é eficaz em
pacientes que não respondem a outros tratamentos (Mayberg et al., 2005).
Não está clara a eficácia de outra técnica, a estimulação vagal, para a
produção de benefícios duradouros na depressão.
TRATAMENTO COM FÁRMACOS PARA TRANSTORNO BIPOLAR
Vários fármacos são agora usados para controlar as oscilações de humor
características do transtorno maníaco-depressivo (bipolar). Os principais
fármacos são:
• Lítio
• Vários antiepilépticos, como carbamazepina, valproato, lamotrigina
• Alguns fármacos antipsicóticos, como, por exemplo, olanzapina,
risperidona, quetiapina, aripiprazol, brexpiprazol, cariprazina. Quando utilizados para o tratamento de transtorno bipolar, o lítio e os