Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 359 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Prostaglandinas e função renal

Os peptídios natriuréticos endógenos A, B e C (PNA, PNB e PNC; ver

Capítulos 22 e 23) estão envolvidos na regulação da eliminação de Na+. São

liberados do coração em resposta ao estiramento (A e B), do endotélio (C) e

do cérebro (B). Ativam a forma particulada da guanilato ciclase (ver

Capítulo 3) e causam natriurese por efeitos hemodinâmicos renais (aumento

da pressão capilar glomerular por dilatação das arteríolas aferentes e

constrição das eferentes) e por ações tubulares diretas. As ações tubulares

incluem a inibição da reabsorção de Na+ e água estimulada pela

angiotensina II no túbulo contorcido proximal, além da ação do HAD na

promoção de reabsorção de água no túbulo coletor.

Dentro do rim, o processamento pós-translacional do pró-hormônio

PNA difere daquele em outros tecidos. Ele resulta em mais quatro

aminoácidos adicionados à terminação amina do PNA e produz um peptídio

correlato, a urodilatina, que promove eliminação de Na+ por atuação sobre

os receptores do peptídio natriurético A.

 

PROSTAGLANDINAS E FUNÇÃO RENAL

As prostaglandinas (PG; ver Capítulo 18) geradas no rim influenciam as

suas funções hemodinâmicas e excretoras. As principais prostaglandinas

renais no homem são vasodilatadoras e natriuréticas, quais sejam, a PGE2

na medula e a PGI 2 (prostaciclina) nos glomérulos. Os fatores que estimulam sua síntese incluem isquemia, angiotensina II, HAD e

bradicinina.

A biossíntese de prostaglandinas é baixa em condições basais. No

entanto, quando são liberados vasoconstritores (p. ex., angiotensina II,

norepinefrina), a liberação local de PGE 2 e a PGI2 compensa, preservando o fluxo sanguíneo renal por meio da sua ação vasodilatadora.