Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 338 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Fármacos usados para controlar o crescimento capilar

Capítulo 34) podem levar à atrofia da pele, incluindo estrias e pequenos

vasos visíveis (telangiectasias), que são apenas parcialmente reversíveis

após o tratamento ser interrompido

• Efeitos sistêmicos. A absorção sistêmica pode causar depressão do eixo

hipotálamo-hipófise-suprarrenal, conforme descrito no Capítulo 34, mas

isso não parece constituir um risco significativo na prática clínica

normal (Castela et al., 2012)

• Disseminação de infecção. Como os glicocorticoides suprimem o

sistema imune, existe o perigo de que eles possam agravar ou reativar

infecções. Por isso, estão contraindicados na acne, em que coexiste

infecção

• “Rosácea induzida por esteroide” (eritema cutâneo e pústulas) é um

problema descrito durante o tratamento da pele da face com

glicocorticoides potentes.

 

Para os casos mais graves de eczema ou de psoríase ou quando os

glicocorticoides são ineficazes, a aplicação tópica ou sistêmica de

imunossupressores, como ciclosporina, pimecrolimo ou tacrolimo, pode

ser bem-sucedida (ver Capítulo 27). A utilização de biofármacos

(frequentemente “off label”) como o adalimumabe e o infliximabe e

outros “moduladores de citocinas” por especialistas em casos graves está

aumentando e parece muito promissora (Williams, 2012; Noda et al., 2015).

 

FÁRMACOS USADOS PARA CONTROLAR O

CRESCIMENTO CAPILAR

O crescimento capilar em ambos os sexos é controlado por androgênios,

assim como o é a alopecia de padrão masculino. Por esta razão, antagonistas dos androgênios, ou compostos que modulam o metabolismo

dos androgênios, podem ser usados para tratar o hirsutismo nas mulheres e

a alopecia androgênica nos homens.

O cociprindiol é uma mistura do agente antiandrogênico, acetato de

ciproterona, e do hormônio sexual feminino, etinilestradiol. A

antagonização das ações androgênicas reduz a produção de sebo pelas

glândulas sebáceas e também o crescimento capilar (que é androgênio-

dependente), podendo ser usado para tratar a acne e o hirsutismo nas

mulheres. Efeitos adversos incluem o tromboembolismo venoso e está

contraindicado em mulheres com história familiar de doença cardiovascular.

A finasterida inibe a enzima (5α-redutase) que converte a testosterona

no androgênio mais potente, di-hidrotestosterona (ver Capítulo 36). É de

uso tópico (normalmente em combinação com o minoxidil) para o

tratamento da alopecia androgênica e oral para a hipertrofia prostática. O

tratamento leva meses até produzir alterações evidentes. Efeitos adversos

resultantes da sua ação no metabolismo androgênico incluem redução da

libido, possível impotência e dor mamária.

A eflornitina foi originalmente desenvolvida como um fármaco

antiprotozoário (ver Capítulo 55). Pode ser usada topicamente para tratar o

hirsutismo porque inibe irreversivelmente a ornitina descarboxílase nos

folículos pilosos. Isso interrompe a replicação celular e o crescimento de

novos cabelos. Efeitos adversos incluem reações cutâneas e acne.

O minoxidil é um fármaco vasodilatador originalmente desenvolvido

para tratar hipertensão arterial (ver Capítulo 23). Aplicado topicamente, é

convertido nos folículos pilosos em um metabólito mais potente, o sulfato

de minoxidil (algumas preparações contêm este sal). Talvez pela sua

capacidade de aumentar o fluxo de sangue para os folículos pilosos, ele

estimula o crescimento de novos pelos e a progressão do novo folículo ao