Rang e Dale: Farmacologia
Fármacos usados para controlar o crescimento capilar
Capítulo 34) podem levar à atrofia da pele, incluindo estrias e pequenos
vasos visíveis (telangiectasias), que são apenas parcialmente reversíveis
após o tratamento ser interrompido
• Efeitos sistêmicos. A absorção sistêmica pode causar depressão do eixo
hipotálamo-hipófise-suprarrenal, conforme descrito no Capítulo 34, mas
isso não parece constituir um risco significativo na prática clínica
normal (Castela et al., 2012)
• Disseminação de infecção. Como os glicocorticoides suprimem o
sistema imune, existe o perigo de que eles possam agravar ou reativar
infecções. Por isso, estão contraindicados na acne, em que coexiste
infecção
• “Rosácea induzida por esteroide” (eritema cutâneo e pústulas) é um
problema descrito durante o tratamento da pele da face com
glicocorticoides potentes.
Para os casos mais graves de eczema ou de psoríase ou quando os
glicocorticoides são ineficazes, a aplicação tópica ou sistêmica de
imunossupressores, como ciclosporina, pimecrolimo ou tacrolimo, pode
ser bem-sucedida (ver Capítulo 27). A utilização de biofármacos
(frequentemente “off label”) como o adalimumabe e o infliximabe e
outros “moduladores de citocinas” por especialistas em casos graves está
aumentando e parece muito promissora (Williams, 2012; Noda et al., 2015).
FÁRMACOS USADOS PARA CONTROLAR O
CRESCIMENTO CAPILAR
O crescimento capilar em ambos os sexos é controlado por androgênios,
assim como o é a alopecia de padrão masculino. Por esta razão, antagonistas dos androgênios, ou compostos que modulam o metabolismo
dos androgênios, podem ser usados para tratar o hirsutismo nas mulheres e
a alopecia androgênica nos homens.
O cociprindiol é uma mistura do agente antiandrogênico, acetato de
ciproterona, e do hormônio sexual feminino, etinilestradiol. A
antagonização das ações androgênicas reduz a produção de sebo pelas
glândulas sebáceas e também o crescimento capilar (que é androgênio-
dependente), podendo ser usado para tratar a acne e o hirsutismo nas
mulheres. Efeitos adversos incluem o tromboembolismo venoso e está
contraindicado em mulheres com história familiar de doença cardiovascular.
A finasterida inibe a enzima (5α-redutase) que converte a testosterona
no androgênio mais potente, di-hidrotestosterona (ver Capítulo 36). É de
uso tópico (normalmente em combinação com o minoxidil) para o
tratamento da alopecia androgênica e oral para a hipertrofia prostática. O
tratamento leva meses até produzir alterações evidentes. Efeitos adversos
resultantes da sua ação no metabolismo androgênico incluem redução da
libido, possível impotência e dor mamária.
A eflornitina foi originalmente desenvolvida como um fármaco
antiprotozoário (ver Capítulo 55). Pode ser usada topicamente para tratar o
hirsutismo porque inibe irreversivelmente a ornitina descarboxílase nos
folículos pilosos. Isso interrompe a replicação celular e o crescimento de
novos cabelos. Efeitos adversos incluem reações cutâneas e acne.
O minoxidil é um fármaco vasodilatador originalmente desenvolvido
para tratar hipertensão arterial (ver Capítulo 23). Aplicado topicamente, é
convertido nos folículos pilosos em um metabólito mais potente, o sulfato
de minoxidil (algumas preparações contêm este sal). Talvez pela sua
capacidade de aumentar o fluxo de sangue para os folículos pilosos, ele
estimula o crescimento de novos pelos e a progressão do novo folículo ao