Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 581 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Fármacos antipsicóticos

Natureza da esquizofrenia

 

• Doença psicótica caracterizada por delírios, alucinações e distúrbio do pensamento (sintomas positivos),

juntamente com afastamento social e aplanamento das respostas emocionais (sintomas negativos) e de ciência cognitiva

• Episódios agudos (principalmente sintomas positivos) frequentemente repetindo-se e podem desenvolver-se

em esquizofrenia crônica com sintomas predominantemente negativos

• A incidência é cerca de 1% da população, com um componente hereditário signi cativo. Estudos de ligação

genética sugerem envolvimento de múltiplos genes, mas não de um único “gene da esquizofrenia”

• A evidência farmacológica é geralmente consistente com as hipóteses de desregulação de dopamina e

hipoatividade de glutamato, suportada por achados bioquímicos e estudos de imagem.

 

FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS

 

CLASSIFICAÇÃO DOS FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS

Mais de 80 diferentes fármacos antipsicóticos estão disponíveis para uso clínico. Estes têm sido divididos em dois grupos – os fármacos que foram desenvolvidos originalmente (p. ex., clorpromazina, haloperidol e muitos compostos similares), frequentemente referidos como antipsicóticos de primeira geração, antipsicóticos típicos ou convencionais, e os agentes desenvolvidos mais recentemente (p. ex., clozapina, risperidona), que são

chamados antipsicóticos de segunda geração, ou atípicos. A Tabela 47.1 resume os

principais fármacos que estão em uso clínico.5

▼ O termo “atípico” tem sido largamente utilizado, mas não está claramente definido.

Com efeito, refere-se à tendência reduzida dos compostos mais recentes de causarem

efeitos adversos, mas também é utilizado para descrever compostos com um perfil

farmacológico diferente dos compostos da primeira geração. Na prática, contudo, serve

frequentemente – o que não é muito útil – para distinguir o grande grupo de similares

da primeira geração de antagonistas de dopamina do grupo mais diversificado de

compostos mais recentes.

A atividade terapêutica do fármaco protótipo, clorpromazina, em pacientes

esquizofrênicos foi descoberta por meio da observação de um cirurgião francês,

Laborit, em 1947. Ele testou várias substâncias, incluindo prometazina, pela sua