Rang e Dale: Farmacologia
Fármacos antipsicóticos
Natureza da esquizofrenia
• Doença psicótica caracterizada por delírios, alucinações e distúrbio do pensamento (sintomas positivos),
juntamente com afastamento social e aplanamento das respostas emocionais (sintomas negativos) e de ciência cognitiva
• Episódios agudos (principalmente sintomas positivos) frequentemente repetindo-se e podem desenvolver-se
em esquizofrenia crônica com sintomas predominantemente negativos
• A incidência é cerca de 1% da população, com um componente hereditário signi cativo. Estudos de ligação
genética sugerem envolvimento de múltiplos genes, mas não de um único “gene da esquizofrenia”
• A evidência farmacológica é geralmente consistente com as hipóteses de desregulação de dopamina e
hipoatividade de glutamato, suportada por achados bioquímicos e estudos de imagem.
FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS
CLASSIFICAÇÃO DOS FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS
Mais de 80 diferentes fármacos antipsicóticos estão disponíveis para uso clínico. Estes têm sido divididos em dois grupos – os fármacos que foram desenvolvidos originalmente (p. ex., clorpromazina, haloperidol e muitos compostos similares), frequentemente referidos como antipsicóticos de primeira geração, antipsicóticos típicos ou convencionais, e os agentes desenvolvidos mais recentemente (p. ex., clozapina, risperidona), que são
chamados antipsicóticos de segunda geração, ou atípicos. A Tabela 47.1 resume os
principais fármacos que estão em uso clínico.5
▼ O termo “atípico” tem sido largamente utilizado, mas não está claramente definido.
Com efeito, refere-se à tendência reduzida dos compostos mais recentes de causarem
efeitos adversos, mas também é utilizado para descrever compostos com um perfil
farmacológico diferente dos compostos da primeira geração. Na prática, contudo, serve
frequentemente – o que não é muito útil – para distinguir o grande grupo de similares
da primeira geração de antagonistas de dopamina do grupo mais diversificado de
compostos mais recentes.
A atividade terapêutica do fármaco protótipo, clorpromazina, em pacientes
esquizofrênicos foi descoberta por meio da observação de um cirurgião francês,
Laborit, em 1947. Ele testou várias substâncias, incluindo prometazina, pela sua