Rang e Dale: Farmacologia
Introdução
localizada.1 Mais recentemente, os “transmissores gasosos” – tais como
óxido nítrico (NO), dióxido de carbono e sulfeto de hidrogênio (ver
Capítulo 21) – e os endocanabinoides (ver Capítulo 20) ganharam
visibilidade, sendo discutidos no final deste capítulo. A outra classe
importante de mediadores do SNC, os neuropeptídios, aparece nos capítulos
finais desta seção.
INTRODUÇÃO
Embora saibamos bastante sobre muitos mediadores diferentes, seus
receptores cognatos e os mecanismos de sinalização em nível celular, ao
descrever seus efeitos na função cerebral e no comportamento, caímos em
termos relativamente crus – os psicofarmacologistas apertarão nossos
pescoços por subestimarmos desse modo a sofisticação de suas medidas –,
como “coordenação motora”, “alerta”, “comprometimento cognitivo” e
“comportamento exploratório”. A distância entre esses dois níveis de
compreensão ainda frustra os melhores esforços em ligar a ação do fármaco
no aspecto molecular e a ação do fármaco no aspecto terapêutico. Os
enfoques atuais, como o uso de tecnologia com animal transgênico (ver
Capítulo 8) e técnicas não invasivas de imagem, estão ajudando a forjar
paralelos, mas o caminho a trilhar ainda é longo.
Mais detalhes sobre o conteúdo deste capítulo podem ser encontrados
em Iversen et al. (2009) e Nestler et al. (2015).
NOREPINEFRINA
Os processos básicos responsáveis por síntese, armazenamento e liberação
da norepinefrina são os mesmos no SNC e na periferia (ver Capítulo 15).
No SNC, a inativação da norepinefrina liberada ocorre por meio da captura
neuronal ou do metabolismo, principalmente pela via da monoamina oxidase, aldeído redutase e catecol-O-metil transferase mediada para 3-