Rang e Dale: Farmacologia
Antidepressivos do futuro
depressão, mas também em ansiedade, pânico e transtornos obsessivo-
compulsivos (ver Capítulo 45).
ANTIDEPRESSIVOS DO FUTURO
Está sendo realizado um esforço considerável no sentido de desenvolver
fármacos que combinem uma série de efeitos farmacológicos que se pensa
contribuírem no sentido de ações antidepressivas em uma entidade química
(p. ex., fármacos inibidores da 5-HT, da recaptação de norepinefrina e
dopamina, bem como tendo uma ou mais das seguintes propriedades:
agonismo dos β3-adrenérgicos, agonismo ou antagonismo dos receptores D2
de dopamina, agonismo ou agonismo parcial dos receptores 5-HT1A e
antagonismo dos receptores 5-HT 2A).
Usos clínicos dos fármacos na depressão
• A depressão leve, em geral, é mais bem tratada inicialmente com medidas que não
envolvem fármacos (como terapia comportamental cognitiva), com os fármacos
antidepressivos sendo utilizados somente se a resposta for fraca
• A utilização de fármacos antidepressivos é aconselhável para o tratamento de depressão
moderada a grave
• A e cácia clínica dos fármacos antidepressivos é limitada e varia entre indivíduos. Os
testes clínicos produziram resultados inconsistentes em virtude de resposta placebo e
utuações espontâneas nos níveis de depressão
• As diferentes classes de fármacos antidepressivos apresentam e ciência semelhante,
porém apresentam efeitos adversos distintos
• O fármaco de escolha tem como base os aspectos do indivíduo, incluindo tratamento de
doença concomitante, risco de suicídio e resposta prévia ao tratamento. Sendo o restante
igual, prefere-se a utilização de ISRS, visto que apresentam melhor tolerância e são menos
perigosos em casos de superdosagem
• Os fármacos antidepressivos demoram muitas semanas para que seus efeitos se iniciem;
portanto, decisões relacionadas com a dosagem ou alteração do medicamento não devem
ser precipitadas. A utilização de IMAO está restrita a especialistas
• Um regime e caz deve continuar por pelo menos 2 anos
• Em situações urgentes, a opinião do especialista deve ser considerada em relação à
possível utilização da terapia de eletroconvulsão
• Fármacos ansiolíticos (p. ex., benzodiazepínicos, ver Capítulo 45) ou antipsicóticos
(Capítulo 47) são úteis como terapia adjunta em alguns pacientes.
O interesse no desenvolvimento de fármacos que atuam como
antagonistas em diferentes subtipos do receptor de NMDA (ver Capítulo