Rang e Dale: Farmacologia
Transporte e metabolismo dos hormônios tireoidianos
nervoso central.
MECANISMO DE AÇÃO
Embora haja evidências de ações não genômicas (Bassett et al., 2003),
esses hormônios da tireoide atuam por meio de receptores nucleares
específicos (ver Capítulo 3). Dois genes distintos, TRα e TRβ, codificam
várias isoformas de receptores com funções diferentes. T4 pode ser considerada pró-hormônio, pois, quando entra na célula, é convertida em
T3, que, em seguida, se liga a TR com grande afinidade. É provável que essa interação ocorra no núcleo, onde as isoformas de TR atuam, em geral,
como repressores constitutivos de genes-alvo. Quando T3 se liga, os receptores alteram sua conformação, o complexo correceptor é liberado, e
um complexo coativador é recrutado, ativando a transcrição e resultando na
geração de ácido ribonucleico mensageiro (mRNA) e síntese proteica.
Foram descritos alguns casos raros de resistência ao hormônio tireoidiano
ligada a mutações de TRβ (Lai et al., 2015).
TRANSPORTE E METABOLISMO DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS
As concentrações plasmáticas dos hormônios tireoidianos podem ser
medidas por radioimunoensaio e ficam em torno de aproximadamente 1 10-7
mol/ ℓ (T 4) e 2 10-9 mol/ ℓ , no caso de T3. Ambas são finalmente metabolizadas nos tecidos-alvo, por desiodação, desaminação,
descarboxilação e conjugação com os ácidos glicurônico e sulfúrico. O
fígado é o principal local de metabolismo, e as formas livres e conjugadas
são eliminadas em parte na bile e em parte na urina. A meia-vida da T3 dura
algumas horas, enquanto a da T 4 varia entre 3 e 4 dias no hipertireoidismo e