Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 422 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Transporte e metabolismo dos hormônios tireoidianos

nervoso central.

 

MECANISMO DE AÇÃO

Embora haja evidências de ações não genômicas (Bassett et al., 2003),

esses hormônios da tireoide atuam por meio de receptores nucleares

específicos (ver Capítulo 3). Dois genes distintos, TRα e TRβ, codificam

várias isoformas de receptores com funções diferentes. T4 pode ser considerada pró-hormônio, pois, quando entra na célula, é convertida em

T3, que, em seguida, se liga a TR com grande afinidade. É provável que essa interação ocorra no núcleo, onde as isoformas de TR atuam, em geral,

como repressores constitutivos de genes-alvo. Quando T3 se liga, os receptores alteram sua conformação, o complexo correceptor é liberado, e

um complexo coativador é recrutado, ativando a transcrição e resultando na

geração de ácido ribonucleico mensageiro (mRNA) e síntese proteica.

Foram descritos alguns casos raros de resistência ao hormônio tireoidiano

ligada a mutações de TRβ (Lai et al., 2015).

 

TRANSPORTE E METABOLISMO DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS

As concentrações plasmáticas dos hormônios tireoidianos podem ser

medidas por radioimunoensaio e ficam em torno de aproximadamente 1 10-7

mol/ ℓ (T 4) e 2 10-9 mol/ ℓ , no caso de T3. Ambas são finalmente metabolizadas nos tecidos-alvo, por desiodação, desaminação,

descarboxilação e conjugação com os ácidos glicurônico e sulfúrico. O

fígado é o principal local de metabolismo, e as formas livres e conjugadas

são eliminadas em parte na bile e em parte na urina. A meia-vida da T3 dura

algumas horas, enquanto a da T 4 varia entre 3 e 4 dias no hipertireoidismo e