Rang e Dale: Farmacologia
Cefalosporinas e cefamicinas
intratecal). Os efeitos adversos principais consistem em
hipersensibilidade causada pelos compostos degradáveis da penicilina,
que se combinam com as proteínas do hospedeiro e se tornam
antigênicos. Erupções e febre são comuns; um tipo tardio de doença do
soro ocorre raramente. Muito mais grave é o choque anafilático agudo,
que pode, embora raro, ser fatal. Quando as penicilinas são
administradas por via oral, em especial as de amplo espectro, alteram a
flora bacteriana do intestino. Isso pode estar associado a distúrbios GI e,
em alguns casos, a suprainfecções por outros microrganismos
resistentes à penicilina, provocando problemas como a colite
pseudomembranosa (causada por Clostridium difficile, ver adiante).
CEFALOSPORINAS E CEFAMICINAS
As cefalosporinas e as cefamicinas são antibióticos betalactâmicos,
inicialmente isoladas a partir de fungos. Apresentam o mesmo mecanismo
de ação das penicilinas.
As cefalosporinas semissintéticas de amplo espectro foram produzidas
por meio da adição de diferentes cadeias laterais em R 1 e/ou R2 ao núcleo da
cefalosporina (ver Figura 52.3). Esses agentes são hidrossolúveis e
relativamente estáveis em meio ácido; variam em sua suscetibilidade às
betalactamases. Muitas cefalosporinas e cefamicinas estão agora
disponíveis para uso clínico (ver Tabela 52.2). A resistência a esse grupo de
fármacos tem aumentado devido às betalactamases codificadas por
plasmídios ou cromossomos. Este último está presente em quase todas as
bactérias gram-negativas e é muito mais ativo nas cefalosporinas
hidrolisadas do que nas penicilinas. Em vários microrganismos, uma
simples mutação pode resultar em elevada produção dessa enzima. A
resistência também ocorre quando há baixa penetração do fármaco como resultado de alterações nas proteínas da membrana exterior ou de mutações