Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 652 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Cefalosporinas e cefamicinas

intratecal). Os efeitos adversos principais consistem em

hipersensibilidade causada pelos compostos degradáveis da penicilina,

que se combinam com as proteínas do hospedeiro e se tornam

antigênicos. Erupções e febre são comuns; um tipo tardio de doença do

soro ocorre raramente. Muito mais grave é o choque anafilático agudo,

que pode, embora raro, ser fatal. Quando as penicilinas são

administradas por via oral, em especial as de amplo espectro, alteram a

flora bacteriana do intestino. Isso pode estar associado a distúrbios GI e,

em alguns casos, a suprainfecções por outros microrganismos

resistentes à penicilina, provocando problemas como a colite

pseudomembranosa (causada por Clostridium difficile, ver adiante).

 

CEFALOSPORINAS E CEFAMICINAS

As cefalosporinas e as cefamicinas são antibióticos betalactâmicos,

inicialmente isoladas a partir de fungos. Apresentam o mesmo mecanismo

de ação das penicilinas.

As cefalosporinas semissintéticas de amplo espectro foram produzidas

por meio da adição de diferentes cadeias laterais em R 1 e/ou R2 ao núcleo da

cefalosporina (ver Figura 52.3). Esses agentes são hidrossolúveis e

relativamente estáveis em meio ácido; variam em sua suscetibilidade às

betalactamases. Muitas cefalosporinas e cefamicinas estão agora

disponíveis para uso clínico (ver Tabela 52.2). A resistência a esse grupo de

fármacos tem aumentado devido às betalactamases codificadas por

plasmídios ou cromossomos. Este último está presente em quase todas as

bactérias gram-negativas e é muito mais ativo nas cefalosporinas

hidrolisadas do que nas penicilinas. Em vários microrganismos, uma

simples mutação pode resultar em elevada produção dessa enzima. A

resistência também ocorre quando há baixa penetração do fármaco como resultado de alterações nas proteínas da membrana exterior ou de mutações