Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 220 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Precursores peptídicos

A proteína precursora, ou pré-pró-hormônio, geralmente com 100 a 250

resíduos de comprimento, consiste em uma sequência de sinal N-terminal

(peptídio), seguida por uma parte variável de função desconhecida e uma

região portadora do peptídio, na qual podem estar contidas várias cópias de

fragmentos peptídicos ativos. Muitas vezes, vários peptídios diferentes são

encontrados em um único precursor, mas algumas vezes existe apenas um

peptídio em múltiplas cópias.2 A sequência de sinal, que é fortemente

hidrofóbica, facilita a inserção da proteína no retículo endoplasmático e é,

então, clivada em um estágio inicial, formando o pró-hormônio.

Os peptídios ativos são geralmente demarcados dentro da sequência do

pró-hormônio por pares de aminoácidos básicos (Lis-Lis ou Lis-Arg), que

são pontos de clivagem para as proteases semelhantes à tripsina, que

liberam os peptídios. Essa clivagem endoproteolítica geralmente ocorre no

aparelho de Golgi ou nas vesículas secretoras. As enzimas responsáveis são

conhecidas como convertases de pró-hormônio. O exame minucioso da

sequência do pró-hormônio frequentemente revela prováveis pontos de

clivagem que distinguem peptídios desconhecidos. Em alguns casos (p. ex.,

peptídio relacionado com o gene da calcitonina [CGRP]; ver adiante),

novos mediadores peptídicos foram descobertos dessa forma, mas existem muitos exemplos nos quais a função ainda não foi determinada. Ainda é um