Rang e Dale: Farmacologia
Precursores peptídicos
A proteína precursora, ou pré-pró-hormônio, geralmente com 100 a 250
resíduos de comprimento, consiste em uma sequência de sinal N-terminal
(peptídio), seguida por uma parte variável de função desconhecida e uma
região portadora do peptídio, na qual podem estar contidas várias cópias de
fragmentos peptídicos ativos. Muitas vezes, vários peptídios diferentes são
encontrados em um único precursor, mas algumas vezes existe apenas um
peptídio em múltiplas cópias.2 A sequência de sinal, que é fortemente
hidrofóbica, facilita a inserção da proteína no retículo endoplasmático e é,
então, clivada em um estágio inicial, formando o pró-hormônio.
Os peptídios ativos são geralmente demarcados dentro da sequência do
pró-hormônio por pares de aminoácidos básicos (Lis-Lis ou Lis-Arg), que
são pontos de clivagem para as proteases semelhantes à tripsina, que
liberam os peptídios. Essa clivagem endoproteolítica geralmente ocorre no
aparelho de Golgi ou nas vesículas secretoras. As enzimas responsáveis são
conhecidas como convertases de pró-hormônio. O exame minucioso da
sequência do pró-hormônio frequentemente revela prováveis pontos de
clivagem que distinguem peptídios desconhecidos. Em alguns casos (p. ex.,
peptídio relacionado com o gene da calcitonina [CGRP]; ver adiante),
novos mediadores peptídicos foram descobertos dessa forma, mas existem muitos exemplos nos quais a função ainda não foi determinada. Ainda é um