Rang e Dale: Farmacologia
Hormônios
Fármacos anticâncer | Derivados de plantas
• A vincristina (e alcaloides relacionados) inibe a mitose na metáfase ao se ligar à
tubulina. É relativamente atóxica, mas pode causar efeitos neuromusculares adversos
• O etoposídeo inibe a síntese de DNA por ação na topoisomerase II e também inibe a
função mitocondrial. Os efeitos adversos comuns incluem vômitos, mielossupressão e
alopecia
• O paclitaxel (e outros taxanos) estabiliza os microtúbulos, inibindo a mitose; é
relativamente tóxico, e podem ocorrer reações de hipersensibilidade
• Irinotecano e topotecana inibem a topoisomerase I; eles têm relativamente poucos
efeitos tóxicos.
HORMÔNIOS
Os tumores que surgem em tecidos sensíveis a hormônios (p. ex., mama,
útero, próstata) podem ser hormonodependentes, um efeito relacionado com
a presença de receptores de esteroides nas células malignas, calibrados
pelos receptores presentes nas amostras de biopsias avaliadas. Seu
crescimento pode ser inibido por agonistas ou antagonistas hormonais, ou
por agentes que inibem a síntese do hormônio.
Hormônios ou seus análogos, que apresentam ações inibidoras em
tecidos específicos, podem ser usados no tratamento de tumores desses
tecidos. Tais procedimentos, por si sós, raramente levam à cura, mas de fato
retardam o crescimento do tumor e aliviam os sintomas do câncer e, assim,
desempenham importante papel no manejo clínico de tumores dependentes
de hormônios sexuais.
■ Glicocorticoides Os glicocorticoides, como a prednisolona, têm efeitos inibidores
pronunciados na proliferação de linfócitos (ver Capítulos 27 e 34) e são
usados no tratamento de leucemias e linfomas. A capacidade da
dexametasona para diminuir a pressão intracraniana elevada é explorada
no tratamento de pacientes com tumores cerebrais. Os glicocorticoides
atenuam alguns dos efeitos secundários dos fármacos anticâncer, tais como
náuseas e vômitos, tornando-os úteis como terapia de apoio ao tratamento
de outros cânceres, bem como em cuidados paliativos.
■ Estrógenos
O dietilestilbestrol e o etinilestradiol ainda são ocasionalmente
empregados no tratamento paliativo de tumores prostáticos andrógeno-
dependentes. Esses tumores também podem ser tratados com análogos do
hormônio liberador de gonadotrofinas (ver Capítulo 34).
■ Progestógenos
Progestógenos como megestrol, noretisterona e medroxiprogesterona
têm papel relevante no tratamento de câncer do endométrio.
■ Análogos do hormônio liberador de gonadotrofina
Conforme explicado no Capítulo 36, análogos de hormônios liberadores de
gonadotrofina, tais como gosserrelina, busserrelina, leuprorrelina e
triptorrelina, podem, quando cronicamente administrados, inibir a
liberação de gonadotrofina. Esses agentes são, então, usados para tratar
câncer de próstata e câncer de mama avançado em mulheres na pré-
menopausa. O efeito do pico súbito e transitório da secreção de
testosterona, que pode ocorrer em pacientes portadores de câncer de
próstata assim tratados, pode ser evitado por um antiandrógeno, como a ciproterona. Degarrelix é um antagonista do hormônio liberador da