Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 719 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Hormônios

Fármacos anticâncer | Derivados de plantas

 

• A vincristina (e alcaloides relacionados) inibe a mitose na metáfase ao se ligar à

tubulina. É relativamente atóxica, mas pode causar efeitos neuromusculares adversos

• O etoposídeo inibe a síntese de DNA por ação na topoisomerase II e também inibe a

função mitocondrial. Os efeitos adversos comuns incluem vômitos, mielossupressão e

alopecia

• O paclitaxel (e outros taxanos) estabiliza os microtúbulos, inibindo a mitose; é

relativamente tóxico, e podem ocorrer reações de hipersensibilidade

• Irinotecano e topotecana inibem a topoisomerase I; eles têm relativamente poucos

efeitos tóxicos.

 

HORMÔNIOS

Os tumores que surgem em tecidos sensíveis a hormônios (p. ex., mama,

útero, próstata) podem ser hormonodependentes, um efeito relacionado com

a presença de receptores de esteroides nas células malignas, calibrados

pelos receptores presentes nas amostras de biopsias avaliadas. Seu

crescimento pode ser inibido por agonistas ou antagonistas hormonais, ou

por agentes que inibem a síntese do hormônio.

Hormônios ou seus análogos, que apresentam ações inibidoras em

tecidos específicos, podem ser usados no tratamento de tumores desses

tecidos. Tais procedimentos, por si sós, raramente levam à cura, mas de fato

retardam o crescimento do tumor e aliviam os sintomas do câncer e, assim,

desempenham importante papel no manejo clínico de tumores dependentes

de hormônios sexuais.

 

■ Glicocorticoides Os glicocorticoides, como a prednisolona, têm efeitos inibidores

pronunciados na proliferação de linfócitos (ver Capítulos 27 e 34) e são

usados no tratamento de leucemias e linfomas. A capacidade da

dexametasona para diminuir a pressão intracraniana elevada é explorada

no tratamento de pacientes com tumores cerebrais. Os glicocorticoides

atenuam alguns dos efeitos secundários dos fármacos anticâncer, tais como

náuseas e vômitos, tornando-os úteis como terapia de apoio ao tratamento

de outros cânceres, bem como em cuidados paliativos.

 

■ Estrógenos

O dietilestilbestrol e o etinilestradiol ainda são ocasionalmente

empregados no tratamento paliativo de tumores prostáticos andrógeno-

dependentes. Esses tumores também podem ser tratados com análogos do

hormônio liberador de gonadotrofinas (ver Capítulo 34).

 

■ Progestógenos

Progestógenos como megestrol, noretisterona e medroxiprogesterona

têm papel relevante no tratamento de câncer do endométrio.

 

■ Análogos do hormônio liberador de gonadotrofina

Conforme explicado no Capítulo 36, análogos de hormônios liberadores de

gonadotrofina, tais como gosserrelina, busserrelina, leuprorrelina e

triptorrelina, podem, quando cronicamente administrados, inibir a

liberação de gonadotrofina. Esses agentes são, então, usados para tratar

câncer de próstata e câncer de mama avançado em mulheres na pré-

menopausa. O efeito do pico súbito e transitório da secreção de

testosterona, que pode ocorrer em pacientes portadores de câncer de

próstata assim tratados, pode ser evitado por um antiandrógeno, como a ciproterona. Degarrelix é um antagonista do hormônio liberador da