Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 29 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Alvos de proteínas para a ação de fármacos

de que a farmacologia de amanhã estará solidamente alicerçada nos avanços

da biologia celular e molecular aqui discutidos.

 

ALVOS DE PROTEÍNAS PARA A AÇÃO DE FÁRMACOS

Os alvos proteicos para a ação de fármacos sobre as células de mamíferos

(Figura 3.1) descritos neste capítulo podem ser, no geral, divididos em:

 

• Receptores

• Canais iônicos

• Enzimas

• Transportadores (moléculas carregadoras).

 

A maioria dos fármacos importantes age sobre um ou outro desses tipos de

proteína, mas existem exceções. Por exemplo, a colchicina, utilizada no

tratamento de ataques agudos de gota (ver Capítulo 27), interage com a

proteína estrutural tubulina, enquanto alguns fármacos imunossupressores (p.

ex., a ciclosporina, ver Capítulo 27) ligam-se a proteínas citosólicas

conhecidas como imunofilinas. Anticorpos terapêuticos que agem

sequestrando as citocinas (mediadores proteicos envolvidos na inflamação;

ver Capítulos 5 e 27) também são usados. Alvos para fármacos

quimioterapêuticos (ver Capítulos 51 a 57), em que a intenção é suprimir os

microrganismos invasores ou as células cancerígenas, incluem DNA e

constituintes da parede celular, assim como outras proteínas.

 

RECEPTORES

Os receptores (ver Figura 3.1A) são os elementos sensores no sistema de

comunicações químicas que coordenam a função e as respostas de todas as

diferentes células do organismo, sendo mensageiros químicos os vários

hormônios, transmissores e outros mediadores discutidos na Seção 2 deste livro. Muitos fármacos terapeuticamente úteis agem como agonistas ou como