Rang e Dale: Farmacologia
Alvos de proteínas para a ação de fármacos
de que a farmacologia de amanhã estará solidamente alicerçada nos avanços
da biologia celular e molecular aqui discutidos.
ALVOS DE PROTEÍNAS PARA A AÇÃO DE FÁRMACOS
Os alvos proteicos para a ação de fármacos sobre as células de mamíferos
(Figura 3.1) descritos neste capítulo podem ser, no geral, divididos em:
• Receptores
• Canais iônicos
• Enzimas
• Transportadores (moléculas carregadoras).
A maioria dos fármacos importantes age sobre um ou outro desses tipos de
proteína, mas existem exceções. Por exemplo, a colchicina, utilizada no
tratamento de ataques agudos de gota (ver Capítulo 27), interage com a
proteína estrutural tubulina, enquanto alguns fármacos imunossupressores (p.
ex., a ciclosporina, ver Capítulo 27) ligam-se a proteínas citosólicas
conhecidas como imunofilinas. Anticorpos terapêuticos que agem
sequestrando as citocinas (mediadores proteicos envolvidos na inflamação;
ver Capítulos 5 e 27) também são usados. Alvos para fármacos
quimioterapêuticos (ver Capítulos 51 a 57), em que a intenção é suprimir os
microrganismos invasores ou as células cancerígenas, incluem DNA e
constituintes da parede celular, assim como outras proteínas.
RECEPTORES
Os receptores (ver Figura 3.1A) são os elementos sensores no sistema de
comunicações químicas que coordenam a função e as respostas de todas as
diferentes células do organismo, sendo mensageiros químicos os vários
hormônios, transmissores e outros mediadores discutidos na Seção 2 deste livro. Muitos fármacos terapeuticamente úteis agem como agonistas ou como