Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 175 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Fármacos que afetam os receptores muscarínicos

 

Agonistas muscarínicos

 

■ Relações estrutura-atividade

Os agonistas muscarínicos, tomados como um grupo, são frequentemente

denominados parassimpatomiméticos, porque os principais efeitos que

produzem no animal inteiro se assemelham aos resultantes da estimulação

parassimpática. As estruturas de ésteres de colina e ACh relacionadas são

apresentadas na Tabela 14.3. Eles são agonistas, tanto de receptores

muscarínicos quanto nicotínicos, mas atuam de modo mais potente sobre os

muscarínicos (ver Figura 14.1). Atualmente, o betanecol, a pilocarpina e a

cevimelina são os principais utilizados na prática clínica.

 

Tabela 14.3 Agonistas muscarínicos.

 

Especi cidade pelo receptor

Hidrólise pela

Fármaco Estrutura Usos clínicos

acetilcolinesterase

Muscarínico Nicotínico

 

Acetilcolina +++ +++ +++ Nenhum

 

Carbacol ++ +++ – Nenhum

 

Metacolina +++ + ++ Nenhum

 

Betanecol a +++ – – Hipotonia da bexiga

e do trato

gastrintestinal

Muscarina b +++ – – Nenhum

Pilocarpina ++ – – Glaucoma

Oxotremorina ++ – – Nenhum

Síndrome de Sjögren

c (para aumento da

Cevimelina ++ – –

secreção salivar e

lacrimal)

a É necessário, primeiramente, assegurar-se de que não haja obstrução do colo da bexiga.

bCausa de um tipo de envenenamento por cogumelos.

cSeletivo para receptores M .

3

 

As características-chave da molécula da ACh importantes para sua

atividade são o grupo amônio quaternário, que contém uma carga positiva, e

o grupo éster, que apresenta uma carga negativa parcial e é suscetível à

hidrólise rápida pela colinesterase. As variantes da estrutura éster da colina

(ver Tabela 14.3) têm o efeito de reduzir a suscetibilidade do composto à

hidrólise pela colinesterase e de alterar a atividade relativa sobre os

receptores muscarínicos e nicotínicos.

O carbacol e a metacolina são hidrolisados de forma mais lenta pelas

colinesterases do que a ACh. São utilizados como ferramentas

experimentais. O betanecol, que é um híbrido dessas duas moléculas, é

resistente à hidrólise e seletivo para os receptores muscarínicos, sendo

ocasionalmente empregado na clínica (ver boxe usos clínicos, p. 184). A

pilocarpina é um agonista parcial e exibe alguma seletividade na

estimulação da secreção das glândulas sudoríparas, salivares, lacrimais e brônquicas e na contração do músculo liso da íris (ver adiante), com efeitos

modestos sobre o músculo liso gastrintestinal e o coração.

 

■ Efeitos dos agonistas muscarínicos

As principais ações dos agonistas muscarínicos são facilmente

compreendidas quando se têm em mente as funções do sistema nervoso

parassimpático.

Efeitos cardiovasculares. Estes incluem diminuição de frequência e

débito cardíacos devido tanto ao reduzido ritmo cardíaco como a uma baixa

contração das aurículas (os ventrículos têm escassa inervação

parassimpática e baixa sensibilidade a agonistas muscarínicos). Também

ocorre vasodilatação generalizada (mediada pelo óxido nítrico, NO; ver

Capítulo 21) e, em combinação com um baixo débito cardíaco, produz uma

queda acentuada da pressão arterial (ver Figura 14.1). A regulação

parassimpática do coração é abordada no Capítulo 22 (ver Figura 22.7).

Efeitos sobre a musculatura lisa. O músculo liso geralmente se contrai

em uma resposta direta aos agonistas muscarínicos, por oposição ao seu

efeito indireto por intermédio do NO no músculo liso vascular. A atividade

peristáltica do trato gastrintestinal aumenta, o que pode causar dor em

cólica, e a bexiga e o músculo liso dos brônquios também se contraem.

Efeitos sobre as secreções sudorípara, lacrimal, salivar e brônquica.

Os agonistas muscarínicos estimulam as glândulas exócrinas. O efeito

combinado da secreção brônquica com a constrição dos brônquios pode

interferir na respiração. A metacolina é utilizada como um agente inalado

irritante no estudo da resposta das vias respiratórias.

Efeitos oculares. Os efeitos oculares dos agentes muscarínicos são

clinicamente importantes. Os nervos parassimpáticos que se dirigem para os

olhos inervam o músculo constritor da pupila, cujas fibras estão dispostas concentricamente na íris, e o músculo ciliar, que ajusta a curvatura do

cristalino (Figura 14.5). A contração do músculo ciliar em resposta à

ativação dos receptores muscarínicos traciona o corpo ciliar para a frente e

para dentro e, como consequência, relaxa a tensão sobre o ligamento

suspensor do cristalino, possibilitando que o cristalino fique mais abaulado

e que sua distância focal fique reduzida. Esse reflexo parassimpático é,

portanto, necessário para que ocorra a acomodação dos olhos no momento

em que se quer observar algo de perto. O músculo constritor da pupila é

importante não só pelo fato de ajustar a pupila em resposta a alterações na

intensidade da luz, mas também porque regula a pressão intraocular. O

humor aquoso é secretado lenta e continuamente pelas células do epitélio

que cobre o corpo ciliar e drena para o canal de Schlemm (ver Figura 14.5),

que corre ao redor do olho, próximo à margem externa da íris. Em geral, a

pressão intraocular é de 10 a 15 mmHg acima da atmosférica, o que

mantém o olho ligeiramente distendido. A pressão intraocular

anormalmente elevada (que conduz ao glaucoma) lesa o olho, e é uma das

causas mais comuns de cegueira passível de prevenção. No glaucoma

agudo, a drenagem do humor aquoso é obstruída quando a pupila se dilata,

porque uma prega de tecido da íris oclui o ângulo de drenagem, causando

elevação da pressão intraocular. Nessas circunstâncias, a ativação do

músculo constritor da pupila pelos agonistas muscarínicos reduz a pressão

intraocular, ao passo que em indivíduos saudáveis apresenta pouco efeito

sobre a pressão intraocular. Os fármacos usados no tratamento do glaucoma

estão resumidos na Tabela 14.4.

Além desses efeitos periféricos, os agonistas muscarínicos que penetram

na barreira hematencefálica produzem efeitos centrais acentuados como

resultado da ativação dos receptores muscarínicos (principalmente M1) do cérebro. Esses efeitos incluem tremores, hipotermia e aumento da atividade

locomotora (ver também Capítulo 41 para os efeitos dos inibidores de

colinestares na melhora da cognição na doença de Alzheimer).

 

■ Usos clínicos

Atualmente, existem poucos usos importantes para os agonistas

muscarínicos (embora haja a esperança de que novos agentes mais seletivos

possam mostrar-se úteis em diferentes distúrbios do SNC). Os usos clínicos

atuais estão resumidos no boxe usos clínicos (p. 184).

 

Antagonistas muscarínicos

Os antagonistas dos mAChR (fármacos parassimpatolíticos; Tabela 14.5)

são antagonistas competitivos, cujas estruturas químicas geralmente contêm

grupos éster e grupos básicos na mesma proporção encontrada na ACh, mas

apresentam um grupo aromático volumoso em vez do grupo acetil. Os dois

compostos de ocorrência natural, a atropina e a hioscina (também

conhecida como escopolamina), são alcaloides encontrados em plantas

solanáceas. A beladona (Atropa belladonna) contém principalmente

atropina, enquanto o estramônio, ou figueira-do-inferno (Datura

stramonium), contém, sobretudo, hioscina. São compostos de amônio

quaternário suficientemente lipossolúveis para serem facilmente absorvidos

no intestino ou no saco conjuntival e, vale destacar, para atravessar a

barreira hematencefálica. Os análogos que contenham grupos de amônio

quaternário em vez de grupos terciários apresentam ações periféricas muito

semelhantes às da atropina; no entanto, devido à exclusão cerebral, não

apresentam ações centrais. Exemplos clinicamente importantes incluem

butilbrometo de hioscina e propantelina. Outros antagonistas

muscarínicos utilizados na prática clínica são descritos a seguir.

Figura 14.5 Desenho da câmara anterior do olho, mostrando a via de drenagem do

 

humor aquoso.

 

Tabela 14.4 Fármacos que reduzem a pressão intraocular.

 

Fármacoa Mecanismo Observações Capítulo

Administrado como colírio, mas pode

Antagonista de receptor β-

Timolol, carteolol ainda causar efeitos adversos sistêmicos: 15

adrenérgico

bradicardia, broncoconstrição

A acetazolamida é administrada por via

sistêmica

Os efeitos adversos incluem diurese, perda

 

Acetazolamida, Inibidor da anidrase de apetite, formigamento, neutropenia 30 dorzolamida carbônica

A dorzolamida é utilizada em colírio

Os efeitos adversos incluem gosto amargo

e sensação de queimação

 

Clonidina, apraclonidina Antagonista de receptor α- Utilizadas como colírio 15 2

adrenérgico

Latanoprosta Análogo de prostaglandina Pode alterar a pigmentação da íris 18

Pilocarpina Agonista muscarínico Utilizada como colírio Este capítulo

Utilizada como colírio

Ecotiopato Anticolinesterásico Este capítulo

Pode causar espasmos musculares e efeitos

sistêmicos

a Os fármacos mais importantes estão indicados em negrito.

 

Tabela 14.5 Antagonistas muscarínicos.a

 

Composto Propriedades farmacológicas Observações

Alcaloide da beladona

Antagonista não seletivo Principais efeitos colaterais: retenção urinária,

boca seca, visão turva

Atropina Bem absorvido VO

A dicicloverina (diciclomina) é similar e é

Estimulante do SNC

empregada principalmente como agente

antiespasmódico

Alcaloide da beladona (também conhecido como

Similar à atropina hioscina)

Escopolamina

Depressor do SNC Causa sedação; os outros efeitos colaterais são

similares aos da atropina

Similar à atropina, mas muito pouco absorvido e Derivado de amônio quaternário

Butilbrometo de não tem efeitos sobre o SNC

escopolamina Fármacos similares englobam metonitrato de

Ação bloqueadora ganglionar signi cativa atropina, propantelina

Tiotrópio Similar ao metonitrato de atropina Composto de amônio quaternário

Não inibe a depuração mucociliar dos brônquios O ipratrópio é similar

Similar à atropina

Tropicamida –

Pode elevar a pressão intraocular

Ciclopentolato Similar à tropicamida –

Utilizada no tratamento de bexiga hiperativa e

na incontinência urinária associada. Provoca

Darifenacina Seletiva para receptores M3

poucos efeitos adversos quando comparada com

os antagonistas muscarínicos não seletivos

Outros antagonistas muscarínicos não seletivos em uso clínico, com atividade e efeitos colaterais semelhantes, incluem

oxibutinina, tolterodina, fesoterodina, solifenacina e tróspio – um exemplo de desenvolvimento “eu também” das companhias

farmacêuticas.

a Ver as estruturas químicas em Southan et al. (2016).

SNC, sistema nervoso central.

 

Usos clínicos dos agonistas muscarínicos e agentes relacionados

 

• O colírio de pilocarpina leva à constrição das pupilas (miose) e vem sendo utilizado para

o tratamento de glaucoma (aumento da pressão intraocular)

• A pilocarpina ou o agonista seletivo de M3 cevimelina podem ser utilizados para

aumentar a produção da secreção salivar e lacrimal em pacientes com boca ou olhos secos

(p. ex., após irritação, ou em pacientes com lesão autoimune de glândulas salivares ou

lacrimais, como na síndrome de Sjögren)

• O betanecol ou a distigmina (um inibidor de colinesterase) são agora raramente

utilizados como laxativos estimulantes ou para estimular o esvaziamento da bexiga.

 

■ Efeitos dos antagonistas muscarínicos Todos os antagonistas muscarínicos produzem efeitos periféricos

semelhantes, embora alguns mostrem certo grau de seletividade, por

exemplo, para o coração ou para a bexiga, o que reflete a heterogeneidade

existente entre os receptores muscarínicos da ACh.

Os principais efeitos da atropina são:

Inibição de secreções. As glândulas salivares, lacrimais, brônquicas e

sudoríparas são inibidas por doses muito baixas de atropina, e essa inibição

deixa os olhos, a pele e a boca desconfortavelmente secos. A secreção

gástrica é apenas discretamente reduzida. A depuração mucociliar que

ocorre no interior dos brônquios é inibida, de modo que secreções residuais

tendem a se acumular nos pulmões. O ipratrópio não provoca esse efeito.

Efeitos sobre a frequência cardíaca. A atropina causa taquicardia por

meio do bloqueio dos receptores muscarínicos cardíacos. A taquicardia é

moderada, até 80 a 90 bpm em humanos, uma vez que não tem efeito sobre

o sistema simpático, apenas inibição do tônus parassimpático tônico. A

taquicardia é mais pronunciada em indivíduos jovens, nos quais o tônus

vagal durante o repouso é mais acentuado; com frequência, está ausente em

idosos. Em doses muito baixas, a atropina causa bradicardia paradoxal,

possivelmente como consequência de uma ação central. A pressão arterial e

a resposta do coração aos exercícios físicos não são afetadas.

Efeitos oculares. A administração de atropina torna a pupila dilatada

(midríase) e não responsiva à luz. O relaxamento do músculo ciliar causa

paralisia de acomodação (cicloplegia); por esse motivo, a visão para perto

fica comprometida. A pressão intraocular pode subir; embora isso não seja

importante para os indivíduos normais, é problemático para os pacientes

que sofrem de glaucoma de ângulo estreito devido ao comprometimento da

drenagem do humor aquoso no canal de Schlemm (ver anteriormente). O

ciclopentolato e a tropicamida são aminas terciárias com atividade antagonista muscarínica, desenvolvidos para a utilização oftálmica e

administrados como colírios para facilitar a fundoscopia (observar o fundo

do olho com um oftalmoscópio, uma parte fundamental do exame

oftálmico).

Efeitos sobre o trato gastrintestinal. A atropina inibe a motilidade

gastrintestinal, mas essa inibição ocorre somente com doses maiores que as

que desencadeiam os outros efeitos listados, e não é completa. Isso acontece

porque os transmissores excitatórios, com exceção da ACh, são importantes

para o funcionamento normal do plexo mioentérico (ver Capítulo 13). Os

fármacos semelhantes à atropina, como o butilbrometo de hioscina (um

agente de amônio quaternário com atividade antimuscarínica), apresentam

atividade antiespasmódica intestinal, sendo utilizados no controle

sintomático em patologias nas quais ocorre espasmo gastrintestinal, bem

como nos exames imaginológicos gastrintestinais, de forma a melhorar a

resolução. A pirenzepina, em virtude de sua seletividade para receptores

M1, inibe a secreção ácida do estômago em doses que não afetam outros sistemas.

Efeitos sobre outros músculos lisos. A atropina provoca o relaxamento

da musculatura lisa da árvore brônquica e dos tratos biliar e urinário. A

broncoconstrição reflexa (p. ex., que ocorre durante a anestesia) é impedida

pela atropina, ao passo que a broncoconstrição causada por mediadores

locais, como a histamina e os leucotrienos (p. ex., na asma; ver Capítulo

29), não é afetada. O ipratrópio e o tiotrópio, agentes de amônio

quaternário com atividade antimuscarínica, são utilizados para inalação

como broncodilatadores (ver Capítulo 29). O músculo liso dos tratos biliar e

urinário é apenas levemente afetado em indivíduos normais, provavelmente

porque outros transmissores além da ACh (ver Capítulo 13) são importantes

nesses órgãos; contudo, a atropina e os fármacos semelhantes comumente precipitam o aparecimento da retenção urinária em homens idosos com

hipertrofia prostática. A oxibutinina, a tolterodina e a darifenacina

(seletivos para M 3) atuam na bexiga inibindo a micção, sendo utilizados no tratamento de bexiga hiperativa. Produzem efeitos adversos típicos dos

antagonistas muscarínicos, como xerostomia, obstipação e visão turva, mas

de forma menos grave do que a observada com os fármacos menos

seletivos.

Efeitos sobre o SNC. A atropina produz principalmente efeitos

excitatórios no SNC. Em doses baixas, causa leve inquietação; já doses

mais altas provocam agitação e desorientação. No envenenamento pela

atropina, que ocorre em crianças pequenas que ingerem bagas de beladona,

a excitação e a irritabilidade acentuadas provocam hiperatividade e

elevação considerável da temperatura corporal, que é intensificada pela

perda da secreção de suor. Esses efeitos centrais são o resultado da inibição

dos mAChR no cérebro, sendo menos marcante ou ausente no caso dos

agentes de amônio quaternário, como o brometo de hioscina, a propantilina,

o ipratrópio e o tiotrópio, que apresentam acesso limitado para além da

barreira hematencefálica. Os efeitos centrais dos antagonistas muscarínicos

são opostos pelos fármacos anticolinérgicos como a fisostigmina, utilizada

no tratamento do envenenamento por atropina. A hioscina em baixas doses

provoca sedação significativa, mas apresenta efeitos semelhantes aos da

atropina em baixa dose. Além disso, apresenta efeitos antieméticos centrais,

sendo utilizada na profilaxia do enjoo do movimento. Os antagonistas

muscarínicos também afetam o sistema extrapiramidal, reduzindo os

movimentos involuntários e a rigidez de pacientes com doença de

Parkinson (ver Capítulo 41) e neutralizando os efeitos colaterais

extrapiramidais de muitos fármacos antipsicóticos (ver Capítulo 47).

Fármacos que atuam nos receptores muscarínicos

 

Agonistas muscarínicos

• Compostos importantes compreendem a acetilcolina, o carbacol, a metacolina, a

muscarina e a pilocarpina. Apresentam diferenças quanto à seletividade

muscarínica/nicotínica e quanto à suscetibilidade à colinesterase

• Os principais efeitos são bradicardia e vasodilatação (dependente de endotélio), que

provocam queda da pressão arterial; contração da musculatura lisa das vísceras (intestino,

bexiga, brônquios etc.); secreções exócrinas (p. ex., salivação); constrição da pupila e

contração do músculo ciliar, que provocam diminuição da pressão intraocular

• O principal uso é no tratamento do glaucoma (especialmente a pilocarpina)

• A maioria dos agonistas utilizados na terapia, atualmente, apresenta baixa seletividade de

subtipo de receptor; a cevimelina, um agonista seletivo M3, é uma exceção

• Os moduladores alostéricos positivos oferecem perpectivas para mais agentes clínicos

seletivos.

 

Antagonistas muscarínicos

• Os principais fármacos são a atropina, o butilbrometo de hioscina, o ipratrópio, o

tiotrópio e a pirenzepina

• Os principais efeitos são inibição de secreções; taquicardia, dilatação da pupila e paralisia

de acomodação; relaxamento da musculatura lisa (intestino, brônquios, trato biliar e

bexiga); inibição da secreção ácida do estômago (sobretudo a pirenzepina); efeitos sobre

o sistema nervoso central (principalmente efeitos excitatórios com a atropina; sedativos,

inclusive amnésia, com a hioscina), além de efeitos antiemético e antiparkinsoniano.

 

■ Usos clínicos Os principais usos dos antagonistas muscarínicos estão resumidos no boxe