Rang e Dale: Farmacologia
Novos fármacos
desidrogenase (LDH), o que pode reduzir a produção de energia metabólica necessária para manter os ataques.
NOVOS FÁRMACOS
Existe um número de novos agentes antiepilépticos com novos mecanismos de
ação aprovados ou em estágios finais de ensaios clínicos.5 Ganaxolona,
estruturalmente semelhante aos neuroesteroides endógenos (ver Capítulo 39), é
um modulador alostérico positivo dos receptores GABAA, contendo subunidades δ, que foi recentemente aprovado para o tratamento da doença
CDLK5, uma forma rara de epilepsia genética que afeta predominantemente meninas jovens. O canabidiol, o principal componente não psicoativo da
Cannabis (ver Capítulo 20), foi recentemente aprovado nos EUA para o tratamento das síndromes de Dravet e de Lennox-Gastaut. Os mecanismos
subjacentes à sua eficácia antiepiléptica são pouco claros, uma vez que há
baixa afinidade pelos receptores canabinoides CB1 e CB2. Outros fitocanabinoides parecem ter propriedades anticonvulsivantes – uma área a
observar. O everolimo, um inibidor do alvo de mamíferos da rapamicina
(mTOR, ver Capítulo 27), está em ensaios clínicos de fase III para ataques
parciais. Tonabersate é um inibidor neuronal das junções gap que mostra ser promissor.
Já há algum tempo que se espera que a identificação de mutações epiletogênicas de genes que codificam canais iônicos específicos e outras
proteínas funcionais (Weber e Lerche, 2008) leve a novos fármacos que tenham como potenciais alvos essas descobertas, mas ainda estamos à espera.
OUTROS USOS DOS ANTIEPILÉPTICOS