Rang e Dale: Farmacologia
Introdução
Mais informações sobre substâncias psicoativas podem ser encontradas
em Miller (2015).
INTRODUÇÃO
A tentativa de classificar as substâncias psicoativas de acordo com seus
mecanismos de ação farmacológicos e seus efeitos comportamentais é uma
tarefa desafiadora. Muitas das substâncias exercem mais de uma ação
farmacológica importante; substâncias com atividade farmacológica
aparentemente semelhante podem levar a diferentes experiências subjetivas
(p. ex., anfetamina e MDMA), e, para uma mesma substância, a resposta
comportamental pode variar de acordo com a dose (p. ex., o etanol leva à
excitação em baixas doses, mas é depressor em doses mais altas). Para
conveniência, aqui agrupamos as substâncias psicoativas em:
• Estimulantes psicomotores
• Psicodélicos
• Cetamina e fármacos relacionados
• Depressores
• Canabinoides sintéticos.
O século XXI viu uma explosão na disponibilidade de novas substâncias
psicoativas (NSP). De modo geral, elas foram desenvolvidas para driblar
restrições legais às substâncias mais estabelecidas (p. ex., anfetaminas,
cocaína, MDMA e canabinoides) e por um tempo foram conhecidas como
“ondas legais”. Isso levou a mudanças na legislação do Reino Unido a fim
de tornar qualquer NSP ilegal. As NSP estão aparecendo tão rapidamente –
foram registradas mais de 600 entre 2008 e 2015 – que qualquer catálogo
sobre elas provavelmente estaria desatualizado no momento em que sua
compilação terminasse. Neste capítulo, concentramo-nos em substâncias psicoativas para as quais existe boa evidência de seus efeitos