Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 610 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Introdução

Mais informações sobre substâncias psicoativas podem ser encontradas

em Miller (2015).

 

INTRODUÇÃO

A tentativa de classificar as substâncias psicoativas de acordo com seus

mecanismos de ação farmacológicos e seus efeitos comportamentais é uma

tarefa desafiadora. Muitas das substâncias exercem mais de uma ação

farmacológica importante; substâncias com atividade farmacológica

aparentemente semelhante podem levar a diferentes experiências subjetivas

(p. ex., anfetamina e MDMA), e, para uma mesma substância, a resposta

comportamental pode variar de acordo com a dose (p. ex., o etanol leva à

excitação em baixas doses, mas é depressor em doses mais altas). Para

conveniência, aqui agrupamos as substâncias psicoativas em:

 

• Estimulantes psicomotores

• Psicodélicos

• Cetamina e fármacos relacionados

• Depressores

• Canabinoides sintéticos.

 

O século XXI viu uma explosão na disponibilidade de novas substâncias

psicoativas (NSP). De modo geral, elas foram desenvolvidas para driblar

restrições legais às substâncias mais estabelecidas (p. ex., anfetaminas,

cocaína, MDMA e canabinoides) e por um tempo foram conhecidas como

“ondas legais”. Isso levou a mudanças na legislação do Reino Unido a fim

de tornar qualquer NSP ilegal. As NSP estão aparecendo tão rapidamente –

foram registradas mais de 600 entre 2008 e 2015 – que qualquer catálogo

sobre elas provavelmente estaria desatualizado no momento em que sua

compilação terminasse. Neste capítulo, concentramo-nos em substâncias psicoativas para as quais existe boa evidência de seus efeitos