Rang e Dale: Farmacologia
Antiestrógenos
Administration (FDA), órgão norte-americano semelhante à Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, apoia seu uso para a
redução do risco de câncer de mama invasivo em mulheres na pós-
menopausa com osteoporose e em mulheres pós-menopausa com alto risco
para desenvolvimento de câncer de mama invasivo. Porém, ao contrário do
estrógeno, não previne as ondas de calor da menopausa.
O tamoxifeno tem ação antiestrogênica no tecido mamário, mas ações
estrogênicas nos lipídios plasmáticos, no endométrio e nos ossos. Ele
produz efeitos adversos leves, semelhantes aos dos estrógenos, consistentes
com a atividade de agonista parcial. O complexo de receptor tamoxifeno-
estrógeno não se dissocia rapidamente; por isso, há interferência na
reciclagem dos receptores.
O tamoxifeno exerce suprarregulação sobre o fator de crescimento
transformador-β (TGF-β; do inglês, transforming growth factor-β), uma
citocina que retarda a progressão da malignidade e que também
desempenha um papel no controle do balanço entre osteoblastos produtores
da matriz óssea e osteoclastos que reabsorvem o osso (ver Capítulo 37).
O uso do tamoxifeno para tratar e prevenir o câncer de mama será
discutido no Capítulo 57.
ANTIESTRÓGENOS
Os antiestrógenos competem com os estrógenos naturais pelos receptores
nos órgãos-alvo; além dos SERM (raloxifeno, tamoxifeno), que são
agonistas parciais em alguns tecidos e antagonistas em outros, existem
fármacos que são puramente antagonistas dos receptores de estrógenos.
O clomifeno inibe a ligação do estrógeno na adeno-hipófise e, por isso,
impede a retroalimentação negativa e aumenta de maneira aguda a secreção do GnRH e de gonadotrofinas. Isso resulta na estimulação e no aumento dos