Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 434 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Antiestrógenos

Administration (FDA), órgão norte-americano semelhante à Agência

Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, apoia seu uso para a

redução do risco de câncer de mama invasivo em mulheres na pós-

menopausa com osteoporose e em mulheres pós-menopausa com alto risco

para desenvolvimento de câncer de mama invasivo. Porém, ao contrário do

estrógeno, não previne as ondas de calor da menopausa.

O tamoxifeno tem ação antiestrogênica no tecido mamário, mas ações

estrogênicas nos lipídios plasmáticos, no endométrio e nos ossos. Ele

produz efeitos adversos leves, semelhantes aos dos estrógenos, consistentes

com a atividade de agonista parcial. O complexo de receptor tamoxifeno-

estrógeno não se dissocia rapidamente; por isso, há interferência na

reciclagem dos receptores.

O tamoxifeno exerce suprarregulação sobre o fator de crescimento

transformador-β (TGF-β; do inglês, transforming growth factor-β), uma

citocina que retarda a progressão da malignidade e que também

desempenha um papel no controle do balanço entre osteoblastos produtores

da matriz óssea e osteoclastos que reabsorvem o osso (ver Capítulo 37).

O uso do tamoxifeno para tratar e prevenir o câncer de mama será

discutido no Capítulo 57.

 

ANTIESTRÓGENOS

Os antiestrógenos competem com os estrógenos naturais pelos receptores

nos órgãos-alvo; além dos SERM (raloxifeno, tamoxifeno), que são

agonistas parciais em alguns tecidos e antagonistas em outros, existem

fármacos que são puramente antagonistas dos receptores de estrógenos.

O clomifeno inibe a ligação do estrógeno na adeno-hipófise e, por isso,

impede a retroalimentação negativa e aumenta de maneira aguda a secreção do GnRH e de gonadotrofinas. Isso resulta na estimulação e no aumento dos