Rang e Dale: Farmacologia
Controle neuronal
Os vasos sanguíneos e as glândulas (exócrinas, endócrinas e parácrinas) do
trato GI estão sob duplo controle: neuronal e hormonal.
CONTROLE NEURONAL
Há dois plexos intramurais principais no trato: o primeiro é o plexo
mioentérico (plexo de Auerbach), entre a camada muscular mais externa,
longitudinal, e a camada média, circular. O segundo é o plexo submucoso
(plexo de Meissner), no lado luminal da camada muscular circular. Esses
plexos são interconectados, e suas células ganglionares recebem fibras
parassimpáticas pré-ganglionares do nervo vago, que são principalmente
colinérgicas e excitatórias, embora algumas sejam inibitórias. As fibras
simpáticas que chegam são, em sua maior parte, pós-ganglionares; além de
inervar os vasos sanguíneos, o músculo liso e algumas células glandulares
diretamente, algumas delas terminam nesses plexos, onde inibem a secreção
de acetilcolina (ACh) (ver Capítulo 13).
Os neurônios no interior dos plexos constituem o sistema nervoso
entérico e secretam não somente ACh e norepinefrina, mas também 5-
hidroxitriptamina (5-HT), purinas, óxido nítrico e uma variedade de
peptídios farmacologicamente ativos (ver Capítulos 13 a 21). O plexo
entérico contém também neurônios sensitivos, que respondem a estímulos
mecânicos e químicos.
CONTROLE HORMONAL
Os hormônios do trato GI incluem secreções endócrinas e parácrinas. As
endócrinas (i. e., substâncias liberadas na corrente sanguínea) são,
principalmente, peptídios sintetizados por células endócrinas na mucosa.
Exemplos importantes incluem a gastrina e a colecistocinina. As parácrinas
englobam muitos peptídios reguladores liberados de células especiais encontradas em toda a parede do trato. Esses hormônios atuam sobre